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Aeroporto RIOgaleão muda de nome em homenagem à Mulher Brasileira

O RIOgaleão, conhecido oficialmente por Aeroporto Internacional António Carlos Jobim/Rio de Janeiro Galeão, o principal da mais popular cidade brasileira, vai mudar simbolicamente de nome entre os dias 8 e 18 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Maria da Penha emprestará seu nome ao RIOgaleão, anunciou a empresa que gere a estrutura aeroportuária, agora sob concessão privada.

O novo título faz referência a Maria da Penha Maia Fernandes, líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres e vítima emblemática da violência doméstica. A intenção é dar visibilidade à causa e provocar a discussão de temas relevantes com relação ao direito das mulheres, aproveitando o impacto que um aeroporto é capaz de gerar devido ao alto fluxo de pessoas que circulam diariamente nos terminais.

 width=“353A ação foi criada pela ‘Agência 3’ e, junto com o RIOgaleão, a GOL Linhas Aéreas também adotará o título provisório ‘Aeroporto Maria da Penha’ no discurso que os pilotos realizarem nos pousos e descolagens no aeroporto internacional carioca. Neste período, o Aeroporto Internacional Tom Jobim estará ambientado com peças da campanha e terá a emblemática voz de Iris Lettieri dando as boas-vindas ao ‘Aeroporto Maria da Penha’ aos visitantes que utilizarem o estacionamento. Para completar, a Rádio RIOgaleão apresentará, durante uma hora por dia, o programa “Agora é que São Elas”, com um repertório de músicas de grandes nomes femininos da música popular brasileira. A programação começará nesta quarta-feira, dia 8, e ficará até o final do mês, todo dia a partir das oito horas da manhã.

Desde agosto de 2006, Maria da Penha dá nome à lei que aumentou o rigor das punições às agressões contra a mulher ocorridas no ambiente doméstico ou familiar. Os números da violência, no Brasil, mostram a seriedade do problema. Estudos do Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA) afirmam que a cada uma hora e meia uma mulher é assassinada por um homem, no Brasil, simplesmente por ser mulher – o que totaliza 13 casos de feminicídio por dia.

De acordo com o “Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil”, uma compilação de indicadores nacionais e estaduais realizada pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Instituto de Pesquisa DataSenado, mais de 4.800 mulheres foram assassinadas em 2014 em todo o país. O estudo leva em conta o número de homicídios de mulheres registados em 2014 no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. Para cada 100 mil mulheres no país, a taxa foi de 4,6% de assassinatos. Ainda, durante o carnaval, na última semana, o Rio registou uma agressão a mulheres a cada quatro minutos, segundo dados da Polícia Militar.

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