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Grupo SATA e sindicato do pessoal de cabina constroem consensos

banner-newsavia-app-android-750x65O Grupo SATA vai apresentar até ao dia 12 de maio um documento que “congregará os interesses da empresa e dos tripulantes”, anunciou a empresa, após uma reunião realizada na manhã da passada terça-feira, dia 1 de maio, com o sindicato que permite antever “um bom entendimento”.

“Este documento congregará os interesses da empresa e dos tripulantes, porque vai ser o produto de um trabalho que vamos desenvolver nos próximos dias internamente e também com a colaboração de diversos tripulantes de cabina. Um documento que representará o sentimento dos nossos trabalhadores relativamente à forma como as coisas devem ser feitas. Vamos remeter [o documento] ao sindicato”, disse nesta terça-feira, dia 2 de maio, o presidente do conselho de administração da SATA, Paulo Menezes, em declarações à agência noticiosa Lusa.

A administração da companhia aérea açoriana esteve reunida durante três horas e meia com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), na sequência da greve dos tripulantes de cabina das companhias portuguesas Azores Airlines e SATA Air Açores (Grupo SATA), que decorreu nas segunda e terça-feiras passadas, contra o incumprimento de vários pontos do acordo de empresa, assim como de alguns protocolos assinados.

O SNPVAC disse haver “um entendimento à vista” com o conselho de administração da SATA, mas a greve manteve-se, tal como estava marcada, até final do dia.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SATA afirmou que se tratou de uma reunião “muito importante” com “vários departamentos da empresa” representados, ficando o compromisso de ser elaborado “um documento com propostas concretas de entendimento relativamente à revisão do Acordo da Empresa (AE) e com outras questões que foram levantadas” na reunião.

“Neste momento, estamos conscientes que é possível um bom entendimento e que essa situação será ultrapassada”, sustentou o responsável, alertando para os prejuízos que uma paralisação acarreta sempre, com “aviões parados” e por “ter de alojar passageiros” das ligações canceladas, e ainda “em termos de imagem” da companhia aérea dos Açores.

O presidente do conselho de administração da SATA sublinhou ainda ter sido “importante o passo que o sindicato deu no sentido de tentar encontrar consensos”.


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