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Morreu Les Munro, herói dos “Dambusters” na Segunda Guerra Mundial

Les Munro, o último sobrevivente dos pilotos do lendário esquadrão de bombardeiros “Dambusters” da RAF (Royal Air Force), morreu aos 96 anos, na sua Nova Zelândia natal. “O patrono da nossa Associação de Comando de Bombardeiros da Nova Zelândia e conhecido piloto ‘Dambuster’, Les Munro, morreu na noite passada após ter sido internado no hospital com problemas de coração. É muito, muito triste. Ele era um homem maior”, podia ler-se na página de Facebook da associação, na passada terça-feira.

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Membro do Esquadrão 617, Munro esteve envolvido na Operação Chatise – uma das missões mais ousadas da Segunda Guerra Mundial – quando a RAF atacou três barragens vitais para a produção de energia – Sorpe, Mohne e Edersee – na região industrial alemã de Ruhr, usando a famosa ‘bomba saltitante’ de Barnes Wallis. Durante o seu voo para a barragem de Sorpe, no dia 16 de Maio de 1943, o bombardeiro Lancaster de Munro foi atingido por estilhaços sobre a Holanda e forçado a voltar para trás. A difícil aproximação a Sorpe traduziu-se por danos menores provocados pelos outros bombardeiros, mas as barragens de Mohne e de Edersee foram atingidas e rompidas. As inundações resultantes trouxeram o caos à região, danificando ou destruindo fábricas, centrais eléctricas, estradas e pontes de caminho de ferro.

Segundo a RAF, os alemães foram forçados a deslocar dezenas de milhares de trabalhadores para reparar os danos, incluindo 7000 trabalhadores desviados dos trabalhos de construção das defesas do Muro Atlântico, com resultados directos no ano seguinte durante a invasão do Dia D. Oito aviões e 53 das 133 tripulações perderam-se no raid. A missão seria mais tarde imortalizada no filme “The Dambusters”. Em declarações à RAF, em 2013, Munro explicou porque pensou que o raid dos “Dambusters” tinha captado a imaginação do público daquele tempo. “De um ponto de vista operacional foi um sucesso, mas o principal para mim foi levantar a moral aos ingleses. A guerra terrestre não estava a correr tão bem, por isso o sucesso do raid deu um grande impulso ao povo inglês”. Mas acrescentou que a missão deixou-o, nele e na sua tripulação, uma sensação amarga de sucesso. “Os que sobreviveram ficaram desiludidos com tantos que perderam as suas vidas; havia uma certa dose de tristeza em todos os que voltaram. Mas as tripulações que sobreviveram celebraram o facto de as barragens de Mohne e de Edersee terem ambas sido rebentadas e o objectivo principal da missão ter sido bem sucedido”.

Munro ainda tomou parte num determinado número de outras missões de guerra, nesse ano, incluindo a Operação Taxable, uma das muitas manobras de dissuasão tácticas usadas pelos Aliados para confundir os alemães relativamente à localização da invasão no Dia-D. Ao saber das notícias da passada terça-feira, o Primeiro-ministro neo-zelandês tweetou: “fico verdadeiramente triste por saber da morte de Les Munro. A Nova Zelândia perdeu um homem notável que levou uma vida notável”.

 

Como é um Avro Lancaster nos dias de hoje? Ainda voa?

Em jeito de homenagem apresentamos fotos cada vez mais raras do único Avro Lancaster a voar na Europa. Está baseado em Inglaterra e serve de homenagem aos homens envolvidos nesta operação. Para além deste apenas há outro Lancaster a voar está baseado no Canadá.

Fotos de André Garcez/NewsAvia

(c) André Garcez Photography

(c) André Garcez Photography

(c) André Garcez Photography

(c) André Garcez Photography

1 Comments

  1. Pensava que bombardear civis, cidades, barragens, era típico dos crápulas e terroristas, afinal parece que não?!… Isto é a mesma merda de coisas da AlQaeda, Talibans, ISIS, etc.
    Enfim, mais um ‘herói’-terrorista ao serviço dos pulhas que fazem ‘estória’ desde 1945 – como o narigão DeGaulle, o porco Churchill – sim, o mesmo dos campos de concentração para indianos e sul-africanos e pôs à disposição o seu ‘porta-aviões’ ilhéu.
    Tal como todos os outros alienados americanos, carne para canhão que, mercenarizados, atravessaram Atlântico e Mancha para nos ‘libertarem’ num dia D (de domesticados?) na Normandia.
    Só resta dizer:
    BURN IN HELL Les Munro! ONE SOB LESS!!!

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