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Primeiro voo comercial com passageiros chegou à ilha de Santa Helena


 

O primeiro voo comercial com passageiros para o Aeroporto da ilha de Santa Helena, uma possessão da Coroa Britânica no Atlântico Sul, aterrou ao princípio da tarde desta quarta-feira, dia 3 de maio, com 60 passageiros a bordo, incluindo a governadora do território.

Tratou-se de uma viagem histórica, considera o Governo da ilha que é um território britânico situado entre o continente africano e a América do Sul.

O avião, um British Aerospace 146 Avro RJ85 com quatro motores a jato, fretado à companhia sul-africana SA Airlink (voo SA8878) efetuou a viagem entre a Cidade do Cabo, na República da África do Sul, e a ilha de Santa Helena, com uma escala técnica no Aeroporto de Namibe, na República de Angola, situado geograficamente frente à ilha britânica, onde o avião de bandeira sul-africana chegou depois de cerca de duas horas de voo sobre o mar. O pouso ocorreu logo na primeira tentativa, tendo corrido tudo bem, assim como a descolagem cerca de uma hora depois.

Havia uma certa expectativa na forma como o avião poderia abordar o Aeroporto de Santa Helena, dado ser considerado problemático devido aos ventos cruzados que se verificam com muita frequência na sua localização. Construído pela Coroa Britânica, o aeroporto custou 285 milhões de libras esterlinas aos contribuintes britânicos e dotou a ilha, onde vivem cerca de 5.000 pessoas, com condições de acessibilidade que até ao ano passado não tinha. Contudo, desde logo se verificou que os ventos cruzados não permitiam uma operação de voos regulares tal como pretendiam as autoridades britânicas. Os primeiros testes feitos com um Boeing 737-800 da Comair, empresa franchisada da British Airways na África do Sul, não entusiasmaram os responsáveis pela companhia aérea, que alegaram falta de condições para voltar à ilha com aquele tipo de avião.

Ao longo dos últimos 12 meses fizeram-se alguns testes com outros tipos de avião, nomeadamente o Avro RJ85 e o Embraer ERJ190, que deram melhores indicações sobre a sua operacionalidade na pista especial de Santa Helena, aguardando-se agora a abertura de uma linha regular que terá origem ou escala obrigatória num aeroporto da costa africana. Nada está decidido sobre a questão.

O Gabinete da Governadora de Santa Helena anunciara no dia 1 de maio que tinha estabelecido um acordo com a empresa de aviação Air Partner para o fretamento de um avião comercial que fosse à ilha a meio da corrente semana, de acordo com as condições atmosféricas. O Governo de Santa Helena viu-se na obrigação de fretar a aeronave dado que o barco que normalmente faz as viagens entre a ilha e o porto da Cidade do Cabo sofreu uma avaria grave num motor e está desde há mais de um mês num estaleiro naval da África do Sul a ser reparado. A Air Partner, por sua vez fretou o avião à SA Airlink que fez a viagem com uma escala em território angolano.

O voo levou para Santa Helena 60 passageiros, todos residentes na ilha, e um bebé que viajou pela primeira vez para a terra dos seus pais. No regresso à África do Sul, viagem que teve uma escala em Windhoek, na Namíbia, o avião também embarcou igual número de passageiros. Todos os viajantes eram pessoas que tinham adquirido passagens para viajarem no navio HMS ‘St. Helena’ e que não puderam fazê-lo devido à avaria. Não tiveram de pagar a viagem aérea.

Agora, falta resolver a questão do transporte de passageiros, por via aérea, de e para a ilha de Ascensão, o território mais próximo de Santa Helena, cujo aeroporto está inoperacional desde o mês passado, devido a terem surgido diversos buracos na pista de aterragem. Sobre isso e as limitações logísticas que essa circunstância impõe ao tráfego aéreo entre o Reino Unido e o Atlântico Sul, nomeadamente para a as ilhas Falkland (também conhecidas por ilhas Malvinas) escreveremos brevemente.


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