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Quebra no abastecimento de aviões em Lisboa relacionado com greve na Petrogal


 

O Sindicato da Indústria e Comércio Petrolífero (SICOP) considera que o problema no abastecimento de aviões no Aeroporto de Lisboa na quarta-feira, dia 10 de maio, está associado à greve dos trabalhadores da empresa petrolífera Petrogal, que teve uma adesão de 80%.

Em declarações à agência noticiosa Lusa, o presidente do SICOP, Rui Pedro Ferreira, disse que a greve na Petrogal, que se iniciou no sábado e terminou na manhã desta quinta-feira, teve uma participação na ordem dos 80%, realçando que a produção nas duas refinarias teve uma grande quebra.

“Para nós, o problema [no Aeroporto de Lisboa] não está dissociado do facto de estarmos em greve”, afirmou o dirigente sindical, defendendo que a paralisação nas refinarias terá sido responsável pelo cancelamento de voos no aeroporto de Lisboa, atribuído a um problema do sistema de abastecimento.

Trata-se de uma causa inesperada assumida pelo sindicalista, muito mais grave do que a anunciada avaria, assumida na noite de quarta-feira pela ANA Aeroportos de Portugal. O resultado desta anomalia é um prejuízo de muitos milhares de euros para as companhias aéreas e para os passageiros que, naturalmente, procurarão ser ressarcidos em sede própria.

Tal como o sindicalista afirma que a greve da Petrogal poderá ter relação com a inusitada interrupção do serviço de abastecimento de combustível às aeronaves em Lisboa, também a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) decidiu abrir um processo de averiguações à avaria no sistema para “apurar as circunstâncias da falha e futuras medidas a tomar”.

Fonte oficial da ANAC, regulador do setor da aviação, disse que “decidiu abrir um processo de averiguações e encontra-se a efetuar as diligências necessárias de forma a apurar as circunstâncias da falha e futuras medidas a tomar, com vista a garantir que a situação de inoperacionalidade de ontem não se volte a verificar”.

No âmbito das diligências em curso, a ANAC irá verificar também “a proteção dos direitos dos passageiros e a qualidade do serviço prestado” na quarta-feira, adianta a mesma fonte, citada num despacho da agência noticiosa portuguesa Lusa.

A ANA – Aeroportos de Portugal informou, às 00h30 desta quinta-feira, dia 11 de maio, estarem resolvidos os problemas no abastecimento de aeronaves no aeroporto de Lisboa, que começaram por volta das 12h00 de quarta-feira.
Fonte oficial da empresa precisou que a ANAC autorizou a realização de voos durante a noite para que possa ser normalizada a operação no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que .

Na nota enviada à agência Lusa, a ANAC justifica a abertura do processo de averiguações com “a prolongada disrupção no serviço de abastecimento de combustível no Aeroporto de Lisboa, causando perturbações ao normal funcionamento das operações de voo e provocando transtornos aos passageiros e companhias aéreas”.

Para o organismo liderado por Luís Ribeiro, “os meios mobilizados não permitiram uma resposta suficiente para repor a operacionalidade em pleno”, mas nota que “apesar dos transtornos causados, não colocou em causa a segurança das instalações do Aeroporto, nem dos passageiros e pessoal afeto às operações”.

De acordo com uma nota de imprensa da ANA, distribuída na manhã desta quinta-feira, “todas as restrições ao tráfego aéreo foram levantadas e todos os voos estão a decorrer de acordo com o previsto, ao ritmo normal”. Na nota a ANA não dá mais pormenores sobre quantos voos foram cumpridos durante a noite nem sobre os passageiros afetados que tiveram de ser alojados.

 

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