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Safran quer crescer com novos motores e com a aquisição da Zodiac

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O grupo francês de alta tecnologia Safran está confiante com o crescimento em 2017, devido aos novos motores Leap, à certificação do novo gerador (APU) para jatos executivos ‘Silvercrest’ e à perspetiva de oferecer à Boeing, um novo motor turbofan.

Ao anunciar os resultados financeiros positivos de 2016, no passado mês de fevereiro, em Paris, o Grupo Safran revelou que o primeiro voo do C919, desenvolvido pela fábrica chinesa Comac, vai ser realizado em abril ou maio. A aeronave é alimentada pelo motor Leap-1C, que obteve a certificação, em dezembro passado.

Philippe Petitcolin, presidente executivo da Safran, afirmou que o motor Silvercrest, que será montado para dar potência aos jatos de negócios Falcon 5X e Cessna, vai estar pronto para se submeter ao processo de certificação das entidades reguladoras, na Primavera de 2018.

Petitcolin referiu que a aquisição do grupo aeroespacial Zodiac está em vias de ser concluída até o final de 2017, apesar da oposição do acionista TCI Fund Management.

“O Zodiac tem muitas fábricas pequenas com apenas 15 ou 20 funcionários, principalmente nos Estados Unidos. Há muito a fazer em termos de racionalização da estrutura”, disse Petitcolin aos jornalistas. O Grupo Safran pretende reestruturar cerca de 20 dos 100 locais existentes.

Por outro lado, Petitcolin informou que a Safran manteve conversações com a Boeing em torno de uma possível colaboração com a CFM, de forma a fornecer-se um motor de pelo menos 50 mil libras. “Além do motor, também podemos oferecer a nossa experiência em outras áreas, como trem de pouso, nacelles e cablagem”, disse.

A Safran tem um contrato com a Airbus para fornecer a caixa de velocidades do motor da aeronave de transporte militar Airbus A400M. No entanto, como o projeto do avião tem tido problemas, a Airbus quer que a Safran ajude ao nível dos custos. Uma situação que Petitcolin disse “ser inaceitável e que o contato deve ser cumprido”.

Ao ser questionado sobre como as novas políticas comerciais “America First” da nova administração dos Estados Unidos, após a chegada de Donald Trump à Casa Branca, podem afetar os programas aeroespaciais internacionais, Petitcolin reconheceu que isso poderia potencialmente resultar em mudanças na política de investimentos nas instalações mexicanas da empresa. No entanto, acrescentou que não espera que as políticas da Trump prejudiquem a joint venture com a CFM, que produz motores nos EUA e na França.

No ano passado, a Safran aumentou a receita em 1,6%, para 15,78 bilhões de euros (com um crescimento orgânico de 3,9%).

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