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SATA e SNPVAC – Negociações interrompidas após 11 horas à mesa


 

O conselho de administração do grupo aéreo português SATA e o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) não fecharam nesta sexta-feira, dia 12 de maio, as negociações, apesar de 11 horas de diálogo, estando prevista nova ronda negocial para breve.

“As coisas estão num bom caminho, a maior parte do percurso está realmente feito. Continuamos a debater o que sempre quisemos do acordo da empresa e dos clausulados, bem como dos problemas que nos trouxeram até aqui”, declarou aos jornalistas a presidente do SNPVAC.

Luciana Passo, que falava no final do encontro realizado em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, onde o grupo tem a sua sede, considerou que o documento apreciado “satisfaz na globalidade, mas não na totalidade”, tendo havido outros “assuntos acessórios que precisavam de ser bem escalpelizados”.

O conselho de administração da SATA tinha solicitado um prazo até esta sexta-feira para que fosse possível apresentar uma proposta de acordo de empresa, para as cláusulas que “ainda faltam negociar”, tendo como meta solucionar “todos os assuntos que estão a ser formalmente negociados desde agosto de 2016”.

O presidente do conselho de administração da SATA considerou, por seu turno, a reunião “muito produtiva”, acrescentando que foram dados passos “muito importantes do ponto de vista da empresa e do sindicato”.

“Vamos continuar a trabalhar, a fazer esforços no sentido de chegarmos a um bom entendimento”, declarou Paulo Menezes, que salvaguardou ter um “bom relacionamento” com o SNPVAC.

Este encontro teve lugar após uma reunião entre as duas partes, a 2 de maio, na sequência da greve dos tripulantes de cabina das companhias Azores Airlines e SATA Air Açores, que integram o Grupo SATA, que decorreu durante dois dias no início do mês, estando agendada nova paralisação para 1 e 2 de junho.

A greve dos tripulantes de cabina a 1 e 2 de maio deixou em terra mais de 1.300 passageiros, tendo o sindicato afirmado que se registou na paralisação uma adesão de 100%, número diferente do grupo SATA (66,9%).

Nenhuma das partes assumiu no final da reunião desta sexta-feira que o cenário de greve em junho está ultrapassado.

 

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