1º Ministro português descarta razões invocadas pelo Sindicato dos Pilotos

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Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro português, manifestou-se surpreso com a possibilidade de o Sindicato de Pilotos pôr em causa o acordo estabelecido com o Governo e recorrer à greve na TAP Portugal, e afirmou esperar que isso não aconteça.

“Eu espero que isso não venha a acontecer, porque o acordo que foi alcançado está a ser respeitado pelo Governo, e normalmente nós gostamos que os acordos que vamos fazendo possam ser respeitados”, declarou o governante aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre investimento em Portugal, em Lisboa, nesta quinta-feira, dia 9 de Abril.

O chefe do executivo português reagiu à posição do SPAC em relação à TAP (Vide notícia anterior) “com surpresa, porque na altura foi alcançado um acordo”, e rejeitou que sejam invocadas condições fora do texto escrito acordado: “Quando se faz um acordo que é reduzido a escrito, não há ambiguidade naquilo que se acorda. Aquilo que se acorda é aquilo que está no texto do acordo. O que está no acordo foi subscrito pelos dois parceiros, o que não está no acordo não foi acordado evidentemente”.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) considerou na quarta-feira que as negociações com a TPA e a PGA (Portugália Airlines) sobre os acordos de empresa estão num impasse e marcou assembleias de empresa na próxima semana para os pilotos decidirem o que fazer.

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