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AirBaltic A220 motor

A despedida do C-Series, e as boasvindas ao Airbus 220

Acaba a Airbus de anunciar a adição de modelo novo ao catálogo. O Bombardier C-Series passa a ser denominado de A220. Concretamente o CS100 passa a ser o A220-100 e CS300 o A220-300. Claramente um passo firme em frente para ambas.

A aviação do grupo Bombardier (Bombardier Aerospace) sempre teve uma costela europeia. Resulta da fusão entre a DeHavilland Canada (comprada pela Bombardier à Boeing em 1992) e a Canadair (antiga Vickers Canada). A DeHavilland e a Vickers inglesas eram as casas mães dessas filiais canadianas, e foram ambas absorvidas no que é hoje a Airbus. Este reencontro precipitou-se com uma escandalosa lei passada em Washington a impor 300% de taxas de importação a aviões fabricados no  “vizinho” e “amigo” Canadá. Era uma medida reacionária à encomenda da Delta de 70 exemplares C-Series em detrimento do Boeing 737MAX7. Colocou em risco a sustentabilidade da própria Bombardier. Chegou-se a Airbus à frente e resolveu o problema. Propôs-se a fabricar os C-Series na sua fábrica no Alabama, ficando a gerir todo o programa. O A319NEO tem zero unidades vendidas e este movimento era chave para a Airbus poder competir em toda a gama. A Boeing estendeu a mão à Embraer, em resposta. Estas alianças não criam maior concorrência porque os modelos de avião em questão já existiam. Do lado do Leste e Ásia há esboços de alianças entre os Russos e Chineses, a juntar-se aos projetos nacionais:   Airframe incompleto do Antonov 225 vendido para a China, Sukhoi SuperJet (western-free), MC21, rumores de upgrade ao Ilyushin 96, COMAC 919 e 929, etc.

Tive o prazer de voar num C-Series 300 da Air Baltic, o YL-CSE, num voo do aeroporto de Sheremetyevo (Moscovo) para Riga. Foi o terceiro de cinco voos que fiz nesse dia, e de longe o que mais alegria deu. Avião novo em folha, confortável, cabine 2-3 mais espaçosa que a do Fokker 100, mood lighting nas cores da Air Baltic e um pequeno ecrã de IFE que só tinha visto parecido nos “Mad Dog” MD-87/88 da Iberia. Este tinha moving map, que apesar da reduzida dimensão do ecrã, via-se perfeitamente sem binóculos. Ficará para a memória ter experimentado ainda na era Bombardier.

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