Acidente aéreo em Belo Horizonte provoca três mortos e três feridos – Com vídeo

Um avião ligeiro, monomotor, Cirrus SR20 G2, registo PR-ETJ, caiu na manhã desta segunda-feira, dia 21 de outubro, no Bairro de Caiçara, na zona metropolitana de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, no Brasil, tendo provocado três mortos e três feridos.

As informações conhecidas é de que a aeronave descolou do Aeroporto Carlos Prates e tinha como destino o Aeroporto de Ilhéus, no Estado da Bahia. A bordo seguiam duas pessoas.

O aparelho caiu sobre três carros a cerca de 1.300 metros da cabeceira do aeroporto, e incendiou-se de seguida, matando um dos ocupantes da aeronave, o motorista de um dos veículos atingidos e um transeunte (pedestre), que naquele momento passava na rua.

O Cirrus SR20 está equipado com um páraquedas que eleva a segurança da aeronave e dos seus ocupantes e que permite ao piloto um procedimento de emergência com acionamento em voo, caso o único motor disponível falhe. No caso deste acidente não terá sido acionado por motivos que se desconhecem.

O avião acidentado. Foto © Thyago Thomas.

O avião acidentado, construído em 2007, está registado em nome da empresa ‘Helicon Táxi Aéreo, Ltda.’, que tem licença de aeronavegabilidade válida. Desde há algum tempo que o avião tem inscrita na fuselagem a denominação ‘Instrução’ e, supostamente, estaria, desde há alguns meses, ao serviço da ‘EJ – Escola de Aeronáutica Civil’, o que pressupõe não se dedicar a serviço de táxi aéreo, que, aliás, está vedado a este tipo de aeronaves, segundo refere a imprensa brasileira. A empresa Helicon disse à ‘Globo’ que o avião tinha sido vendido no passado dia 16 de outubro ao empresário Srrael Campras dos Santos, que consta ser um dos feridos no acidente. O piloto terá morrido.

As pessoas que moram no local queixaram-se aos jornalistas de que não é a primeira vez que cai um avião naquela rua. Em abril passado outra aeronave ligeira teve um acidente e ardeu no local da queda, tendo morrido o piloto, único ocupante (LINK notícia relacionada). Além disso há notícia de outros acidentes nos arredores do Aeroporto Carlos Prates, que é da responsabilidade da Infraero, e onde está sediado o Aeroclube de Belo Horizonte. Pedem o encerramento do aeroporto, mas esquecem-se de que esta estrutura já estava no local antes de ser construído o bairro, dizem fontes aeroportuárias.

Entretanto, a Infraero distribuiu um comunicado em que confirma o acidente e de certo modo responde aos moradores contestatários:

“A Infraero lamenta o acidente, às 08h30 desta segunda-feira (21/10), com a aeronave Cirrus SR 20, prefixo PR-ETJ, que vitimou três pessoas e deixou outras três feridas, instantes após a decolagem do Aeroporto Carlos Prates (MG) para o Aeroporto de Ilhéus (BA). A empresa destaca que, ao ser acionada, mobilizou toda estrutura de emergência e socorro que atende ao aeroporto. Sobre as causas do acidente e demais detalhes sobre o operador da aeronave, sugerimos o contato com o Centro Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A Infraero destaca ainda que o Aeroporto Carlos Prates opera dentro de requisitos de segurança estabelecidos nas normas da aviação civil brasileira.”

 

  • A foto de abertura mostra o cenário da rua onde ocorreu o sinistro logo após a aqueda da aeronave. Foto © Raquel Freitas/G1
  • No canal YouTube foi colocado um vídeo na conta do site ‘Clima ao Vivo’ que foi gravado por uma câmara instalada no edifício do Aeroclube de Belo Horizonte, no Aeroporto Carlos Prates. Mostra a descolagem do avião sinistrado. Depois vemos o aparelho a retornar, o que pode ter sido opção do piloto face a uma eventual avaria, e a queda. Não há factos concretos que confirmem esta hipótese. Resulta apenas da visualização do vídeo. Há um fogo com fumo muito negro, à esquerda da pista do aeroporto quando o avião descola, que nada tem a ver com o acidente. Possivelmente alguém que estava a queimar lixo.

 

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