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Air Nostrum e CityJet criam maior grupo de aviação regional na Europa

MailAvia - Aviação Civil na Lusofonia


As companhias aéreas Air Nostrum, de Espanha, e CityJet, da Irlanda, anunciaram nesta terça-feira, dia 17 de julho, a criação do maior grupo europeu de aviação comercial regional. Uma aliança inédita que poderá facilitar a conectividade entre aeroportos europeus, abrindo corredores mais rápidos dos mais pequenos em direção às partidas e chegadas dos voos de longo curso.

Carlos Bertomeu e Pat Byrne, presidentes executivos da Air Nostrum e da CityJet, respetivamente, assinaram durante o Farnborough Airshow, que decorre esta semana no Reino Unido, um acordo de intenções que levará a uma cooperação mais estreita entre as duas companhias, que prevê a criação de uma nova holding, cujo capital será detido por ambas as empresas em partes que ainda não estão definidas.

As duas companhias existem desde há cerca de 25 anos e apresentam uma frota conjunta de cerca de 100 aviões com receitas anuais que totalizam os 700 milhões de euros

Os trabalhos de implantação do projeto passam a desenvolver-se agora no plano legal, onde é necessário obter autorizações das entidades reguladoras da aviação e da concorrência, e negociar a participação de mercado, nomeadamente os acordos com as empresas aéreas dominantes nos diversos hubs europeus para onde a nova holding pretende transportar passageiros e constituir-se como feeder privilegiado, a exemplo do que acontece hoje no mercado norte-americano, onde diversas companhias aéreas regionais transportam de aeroportos menos movimentados pequenos fluxos de passageiros que no conjunto alimentam as principais rotas das companhias estabelecidas. No caso da Air Nostrum isso já se passa com os voos da Iberia em Espanha. A CityJet tem hoje bases operacionais em alguns países europeus, nomeadamente no Reino Unido, de onde transporta passageiros para voos internacionais das companhia britânicas e outras europeias.

A Air Nostrum tem sede na cidade de Valência e opera voos regionais em Espanha através de um acordo de franquia com a Iberia desde há duas décadas, com um quadro de 1.450 empregados. A marca Iberia Regional Air Nostrum tem voos regulares para 60 destinos em nove países europeus e africanos com uma frota de 50 aviões, incluindo 30 jatos Bombardier CRJ1000. Está ainda presente no mercado de arrendamento de aeronaves a outras companhias com tripulação incluída (wet lease) para clientes na Europa, nomeadamente para a Lufthansa, SAS, Binter e Croatian Airlines.




A CityJet, tem sede em Dublin, e opera em nove países da Europa com uma rede de destinos que junta o interesse das três principais companhias com quem tem contratos de wet lease: Air France, Brussels Airlines e SAS. A sua frota é constituída por mais de 40 unidades, que inclui 22 jatos regionais Bombardier CRJ900 adquiridos especificamente para a prestação de serviços a terceiros. Tem 1.250 empregados.

Os responsáveis pelas duas companhias relevaram na conferência de imprensa em Farnborough os factores que aproximam as duas empresas, fundadas em 1993 e 1994, com frotas, serviços, conhecimentos e recursos muito semelhantes. Daí que faça todo o sentido esta aproximação e uma eventual fusão. Para iniciar a formalização deste casamento será criada a holding, que já tem nome escolhido, mas não foi revelado ainda. Operacionalmente as duas companhias funcionarão de modo independente até aos próximos dois anos, admitiu Pat Byrne, que se diz aberto à participação e associação de outras empresas aéreas regionais europeias, mas numa fase seguinte do projeto, que foi, naturalmente, patrocinado nesta apresentação pela Bombardier, que recebeu no seu pavilhão os principais responsáveis pelas Air Nostrum e pela CityJet.

E já que referimos a Bombardier é previsível que se juntem à frota da nova holding europeia de aviação regional alguns aviões da nova gama A220 da Airbus (ex-CSeries da fábrica canadiana). Contudo, nada de pressas, diz Pat Byrne, que sugere alguma prudência. É preciso olhar o mercado, saber como reage e, neste momento, as previsões não comportam mais de dois ou três aviões A220-200 nesta holding. Depois logo se verá o que irá acontecer.




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