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Amelia Rose Earhart torna-se na mais jovem piloto a dar a volta ao mundo e homenageia a lendária homónima

A norte-americana Amelia Rose Earhart, de 31 anos, entrou para a história da aviação, no passado dia 11 de Julho, como a mulher mais jovem a concluir uma volta ao mundo, ao comando de um monomotor.

 

Durante 16 dias, com 17 paragens em 14 países, Amelia e o seu co-piloto, Shane Jordan, completaram a circum-navegação ao globo a bordo de um Pilatus PC-12 NG. Foram 108,6 horas de voo, num total de 45.004 quilómetros.

 

Amelia-Earhart

 

A viagem pôde ser seguida pelos fãs, através das redes sociais – Twitter e Facebook – com a possibilidade de fazerem perguntas e obterem as respectivas respostas por parte da piloto. Ao longo do trajecto, foram partilhados, pelas mesmas vias, estados de alma, episódios e belas fotos do Nascer e do Pôr-do-Sol captadas nos diferentes pontos do globo contemplados no plano traçado.

No Pilatus, “viajou” em foto e em pensamento uma outra Amelia – Amelia Mary Earhart -, uma lenda da aviação americana e mundial, detentora de vários recordes e feitos, entre os quais o facto de ter sido a primeira mulher a cruzar o Atlântico, em 1932.

 

Amelia-Mary-Earhart-&-Amelia-Rose-Earhart

Amelia Mary Earhart, também considerada um ícone feminista, tentou, em 1937, dar a volta ao mundo, num bimotor. A viagem, em que seguia também o navegador Fred Noonan, acabaria de forma trágica. O aparelho – um Lockheed Electra 10E modificado – desapareceu sem deixar rasto, quando sobrevoava o Pacífico Sul, a caminho da Ilha Howland. Este acontecimento inspirou diversas conjecturas sobre o sucedido, que só serviram para adensar o mistério. Prevalece a tese de acidente e afundamento.

Um estudo geneológico recente confirmou que entre as duas mulheres não existe qualquer ligação de parentesco, apenas a partilha do mesmo nome (Amelia) e do mesmo apelido (Earhart).

Rendida às evidências, Amelia Rose responde à imprensa e aos fãs: “A minha mãe quis apenas dar-me um nome inesquecível!”

A força do nome teve, contudo, o condão de lhe moldar a vida. Impelida pela demanda dos outros em saberem se haveria ligação entre as duas e se ela seria herdeira do talento para os aviões evidenciado pela suposta familiar, cedeu à curiosidade de experimentar. E gostou.

Determinada a voar e a contemplar do ar os mais bonitos nasceres do sol, em todo o mundo, tem vindo a seguir todas as etapas que a habilitam como piloto. Em 2010, obteve a licença de piloto privado (PP), tem habilitação IFR e está tirar licença de PLA. Antes da volta ao mundo, tinha no currículo um voo entre a Califórnia e a Florida e outro entre a Suíça e Denver, ao comando do mesmo Pilatus PC-12 NG que usou na circum-navegação ao globo.

Do seu currrículo consta que voou num F-16, com o 120.º Esquadrão de Caça da Base Aérea de Buckley, e tem mais de 4.000 horas de voo a operar com uma câmara Cineflex de alta resolução a bordo de um Eurocopter AS350, em Los Angeles.

Aliás, na última década, Amelia Rose Earhart conciliou a paixão de voar com o trabalho, como repórter de rádio e de televisão, fazendo a cobertura do tráfego, em Denver e em Los Angels, a bordo de helicópteros.

Amelia Rose preside à Fly With Amelia Foundation, instituição que concede bolsas de estudo de treino de voo a jovens mulheres, com idade entre os 16 e os 18, e promove oportunidades no mercado aeroespacial para pessoas de todas as idades, através de um currículo educacional baseado na aviação.

Inspirada no legado da sua antecessora, esta é a melhor forma que encontra para passar às outras mulheres a mensagem de que podem ultrapassar os seus limites e viver a aventura pela aventura, tal como preconizava a lendária Earhart.

A viagem à volta do mundo interrompida em 1937 foi agora recriada, com sucesso, em forma de homenagem. Um dos momentos mais marcantes aconteceu com a visita de Amelia Rose e do seu co-piloto ao memorial erguido na Papua Nova Guiné, onde a pioneira Earhart e o navegador Fred Noonam foram vistos pela última vez.

Nas várias entrevistas concedidas, antes e após a viagem, Amelia Rose Earhart expressa uma grande responsabilidade pelo facto do seu nome aparecer cada vez mais associado ao de uma lenda: “E se for esta a minha missão na vida? Fazer o voo para mim, mas também para ela [Amelia Maria Earhart] e para as outras jovens, interessadas em aviação e em perseguir as suas próprias aventuras?”

 

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