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ANA pretende adaptar pista da Base Aérea do Montijo para os voos low cost

A ANA – Aeroportos de Portugal, concessionária da maioria dos aeroportos portugueses que recebem operações comerciais, está em conversações com a Força Aérea Portuguesa (FAP) para instalar na Base Aérea n.°6, no Montijo, um aeroporto complementar ao da Portela, anunciou na sexta-feira passada o semanário ‘SOL’, que cita fontes da FAP.

“Tem havido reuniões e trocas de informação técnica” entre as partes para se concluir 2o projecto de engenharia” da futura infra-estrutura na margem Sul do Rio Tejo, frente à cidade de Lisboa. Uma das duas pistas de aterragem será reforçada e repavimentada (Norte-Sul) para permitir a aterragem de voos comerciais, assim como deverá ser construída uma aerogare adequada para acolhimento, embarque e desembarque de passageiros, explica o jornal que se publica em Lisboa.

O rápido e inesperado crescimento do tráfego no actual Aeroporto Internacional de Lisboa, situado na Portela de Sacavém, levou a ANA a reunir também, há cerca de um mês, com os responsáveis da Câmara Municipal do Montijo, para lhes adiantar que vai avançar com o aeroporto para as companhias low cost naquela base militar, admitiu ao ‘SOL’, o presidente da autarquia, o socialista Nuno Canta.

A necessidade de acelerar o novo aeroporto surgiu porque as estimativas iniciais de que só em 2025 se atingiriam os 12 milhões de passageiros na Portela (limite mínimo e já com constrangimentos) correm sérios riscos de estarem erradas. Só nos primeiros sete meses deste ano, o tráfego de passageiros cresceu 12,5% face ao período homólogo, atingindo os 10,290 milhões. Se o ritmo se mantiver, aquele tecto será atingido muito mais cedo, escreve o jornal.

O presidente da Câmara do Montijo garante, porém, que este aeroporto tem prazo de validade «Segundo nos disse a ANA na reunião, o uso da base n.º 6 será provisório, uma vez que continua em cima da mesa a possibilidade de se construir um aeroporto grande no Campo de Tiro de Alcochete» — revelou ao SOL, o líder da autarquia, Nuno Canta, acrescentando que, por isso, a Câmara reservou, no Plano Director Municipal, 10% do espaço daquele Campo de Tiro (que pertence aos concelhos do Montijo e Benavente).

«Apoiamos o aeroporto no Montijo para as low cost, desde que seja provisório, pois estrategicamente a construção de um grande aeroporto é o mais adequado, tendo em conta o aumento do número de passageiros que se verifica», defende Nuno Canta, Certo é, avisa, que a autarquia vai exigir aos franceses «ligações viárias ao aeroporto, melhoria dos transportes públicos e tratamento de água e esgotos».

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