Arguidos de desvio de dinheiros na LAM aguardam julgamento em liberdade

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo ordenou a libertação, sob termo de residência e identidade, do ex-presidente da LAM – Linhas Aéreas de Moçambique, António Pinto, acusado de desvio de dinheiro, disse nesta terça-feira, dia 19 de novembro, uma fonte ligada ao processo, citada pela agência portuguesa de notícias ‘Lusa’.

António Pinto deixou a prisão durante a tarde de segunda-feira, na sequência de um pedido submetido na sexta-feira anterior perante o juiz da causa, Rui Dauane.

Além do ex-presidente da LAM, Mia Temporário, gestora da empresa responsável pela edição da revista de bordo da LAM e também arguida, também deixou a prisão na tarde de segunda-feira.

Os advogados dos dois arguidos, acusados de desvio de dinheiro, alegaram no tribunal que os seus constituintes sofrem de problemas de saúde que justificam que sejam julgados em liberdade.

O julgamento deste caso estava marcado para sexta-feira, dia 15 de novembro, mas o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo adiou, a pedido do advogado de um terceiro arguido, Hélder Fumo, ex-administrador financeiro da LAM, que, no entanto, responde em liberdade após o pagamento de caução. Foi marcado para o próximo dia 11 de fevereiro de 2020.

A justiça moçambicana acusa o antigo presidente da LAM, António Pinto, o ex-diretor financeiro da transportadora, Hélder Fumo, e a gestora da entidade que gere a revista de bordo da empresa, Mia Temporário, de desvio de 50 milhões de meticais (cerca de 748 mil euros/830 mil dólares norte-americanos).

 

 

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