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Bimotor com 500 kg de cocaína interceptado pela FAB no Mato Grosso

Evento Participativo LusoAvia - Aceda ao grupo de linkedin.A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou nesta terça-feira, dia 6 de março, um avião ligeiro bimotor que voava sem plano de voo, na região de Nova Fernandópolis, no Estado de Mato Grosso, e que tinha saído da Bolívia com carga suspeita.

Um comunicado da FAB explica que o piloto de caça A29 – Super Tucano seguiu o protocolo das medidas de policiamento do espaço aéreo. Como não obteve resposta do piloto do bimotor, e a presença da aeronave em espaço aéreo brasileiro se tornou suspeita, o piloto de defesa aérea ordenou a mudança de rota e o pouso obrigatório no aeródromo de Cuiabá (Mato Grosso). Como o piloto não obedeceu e quando a defesa aérea estava prestes a comandar o tiro de aviso, o avião interceptado realizou um pouso forçado numa área rural do município de Nova Fernandópolis. Um helicóptero da Polícia Militar do Mato Grosso foi acionado e transportou a equipa da Polícia Federal para fazer a abordagem da aeronave no solo.

A bordo do aparelho, um Piper PA-34-200T Seneca II, matrícula PR-EBF, foram encontradas mais de 500 quilogramas de cocaína, que, provavelmente, seria introduzida no mercado brasileiro. A Polícia Federal não encontrou o piloto que, supostamente saiu ileso da ‘aterragem forçada’ e se escondeu na zona.

“O objetivo do policiamento do espaço aéreo foi cumprido. Reforçamos a importância da apresentação de plano de voo para quem voa em nosso território”, disse o Comandante de Operações Aeroespaciais da FAB, tenente-brigadeiro Carlos Vuyk de Aquino, citado no comunicado da FAB.

A ação faz parte da ‘Operação Ostium’ para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a Força Aérea Brasileira, a Polícia Federal e órgãos de segurança pública. Três aeronaves de defesa aérea A-29 Super Tucano da FAB e um avião radar E-99 foram utilizados para monitorar e interceptar o avião bimotor.

 

Avião já estava referenciado pela Polícia Federal

O avião bimotor envolvido neste incidente já estava referenciado pelas polícias de combate ao tráfico de drogas, revela a imprensa brasileira. Em 2017, um piloto que tripulava o PR-EBF foi preso pela Polícia Militar, após fazer um pouso forçado na pista de uma empresa no setor industrial em Campos de Júlio, a 692 km de Cuiabá. Ele estava com a licença para voar irregular e tinha mandado de prisão em aberto por roubo. A polícia suspeitava ainda que o bimotor estava sendo usado para o tráfico porque foram achadas lonas de proteção de drogas.

Apesar de o piloto ter sido detido, o bimotor, posteriormente, foi liberado por estar em situação regular. Um GPS foi achado mostrando várias coordenadas de voos em locais onde há forte ação de traficantes.

No incidente desta terça-feira, dia 6 de março, diversos meios informativos brasileiros referiram que o avião pertencia à Escola de Aviação Civil ‘Sierra Bravo Aviation’, por ter numa das portas a indicação de que é um avião de instrução e por surgir a sua imagem no site da escola, o que pressuponha ser um ativo da empresa. Contudo, a escola já se apressou a desmentir que a aeronave seja de sua propriedade, e esclareceu que desde novembro de 2016 que o PR-EBF não integra a frota da escola de pilotagem.

 

  • Fotos © FAP Força Aérea Brasileira e Polícia Federal.

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