Cabo Verde pede à TAP aviões com maior capacidade na rota Lisboa-São Vicente

O Governo da República de Cabo Verde pediu à companhia aérea TAP Air Portugal para colocar aviões de maior porte a voar entre Lisboa e a ilha de São Vicente, para responder às necessidades de transporte de carga da ilha.

A informação, veiculada pela agência de notícias portuguesa ‘Lusa’, foi transmitida na manhã desta quarta-feira, dia 8 de janeiro, no parlamento, na cidade da Praia, pelo ministro dos Transportes e Turismo de Cabo Verde, José Gonçalves, ao ser questionado pela oposição sobre os voos para o Aeroporto Internacional Cesária Évora, no Mindelo, ilha de São Vicente, servido por voos internacionais regulares apenas da TAP.

“Nós falámos com todos os exportadores e importadores de São Vicente que dependem do transporte de mercadorias, mas o problema que se põe é que não há suficiente volume para garantir voos comerciais”, reconheceu José Gonçalves.

Acrescentando que a TAP é a única companhia “que faz com regularidade Lisboa-São Vicente”, pois a companhia cabo-verdiana Cabo Verde Airlines opera apenas a partir do hub da ilha do Sal, o ministro disse que esses voos são assegurados com aviões que “não têm espaço para nada”.

“Esse é o problema. Nós já interviemos junto da TAP, eu estive com o chairman da TAP pessoalmente, com o nosso embaixador em Portugal, para vir a haver a colocação de aviões de maior porte que possam dar vazão a essa necessidade e ficaram de considerar”, disse o ministro.

A intervenção do governante foi feita em resposta à oposição na primeira sessão plenária da Assembleia Nacional de Cabo Verde em 2020. Nesta sessão, o ministro foi visado pela oposição pelo fim dos voos diretos de Lisboa para São Vicente, que até à privatização da TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde), em Março de 2019, eram garantidos também pela companhia estatal cabo-verdiana.

O abandono dessa rota foi decidido pela Administração da Cabo Verde Airlines, companhia que resultou da privatização da TACV, mas ainda em 2019 o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, chegou a anunciar, no Mindelo, que a companhia voltaria a ter voos diretos de Lisboa para São Vicente.

Ao interpelar o ministro, o deputado do PAICV João do Carmo acusou o Governo de “penalizar a região Norte do país com a suspensão do voo direto São Vicente-Lisboa da Cabo Verde Airlines, prejudicando gravemente os empresários e os cidadãos” locais.

“Apesar das repetidas promessas de retoma desta ligação, pelo primeiro-ministro de Cabo Verde, assistimos mais uma vez a um claro desinteresse do Governo, relativamente ao desenvolvimento de São Vicente e da região norte”, acusou.

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    O problema não é a capacidade dos aviões, mas sim a pista miserável que não permite os aviões descolarem com o peso máximo.
    Haja decência!

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