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Caixa negra do Cessna em que viajava Eduardo Campos não gravou diálogo no cockpit

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou hoje, sexta-feira, dia 15 de Agosto, que a gravação disponível na caixa negra do avião Cessna 560XL, em que morreu o candidato à Presidência da República Eduardo Campos e mais seis ocupantes, naõ é do voo da quarta-feira, dia 13, que terminou em tragédia, na Baixa Santista, depois de uma arremetida (aterragem borregada, nos termos usuais dos pilotos portugueses) no Aeroporto de Guarajá, antiga base aérea de Santos.

É o seguinte o texto da nota oficial distribuída esta tarde pela FAB, assinada pelo Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic, chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica:

«Os dados do gravador de voz (Cockpit Voice Recorder – CVR) da aeronave PR-AFA, que se acidentou no dia 13 de Agosto, já foram extraídos e analisados por quatro técnicos do Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (Labdata) do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

As duas horas de áudio, capacidade máxima de gravação do equipamento, obtidas e validadas pelos técnicos certificados, não correspondem ao voo realizado no dia 13 de Agosto.

Não é possível, até o momento, determinar a data dos diálogos registrados no CVR, tendo em vista que esse tipo de equipamento não registra essa informação. As razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao voo serão apuradas durante o processo de investigação.

É importante ressaltar que os dados obtidos no gravador de voz representam apenas um dos elementos levados em consideração durante o processo de investigação, não sendo imprescindíveis para a identificação dos possíveis fatores contribuintes.»

 

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