Deputados socialistas querem saber os planos da TAP para os países da Diáspora portuguesa

O Partido Socialista (PS) entregou um requerimento na Assembleia da República, em Lisboa, a pedir esclarecimentos da administração da TAP sobre a realização de voos para a Venezuela, bem como para outros destinos onde há forte presença de emigrantes portugueses.

No requerimento, entregue na terça-feira, dia 16 de março, e que tem como destinatário o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, os socialistas dizem que querem saber se a companhia aérea está a considerar, dentro do seu plano de reestruturação, “manter as ligações com os países de forte presença das comunidades portuguesas, restabelecendo os voos assim que houver condições”, em termos da pandemia covid-19, para o fazer, com esses destinos.

No documento, assinado pelos deputados socialistas da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, os parlamentares também pretendem apurar quais as razões que levaram a TAP a programar a retoma dos voos entre Lisboa e Caracas [capital da Venezuela], apenas a partir de novembro de 2021″.

No requerimento, a que a agência de notícias ‘Lusa’ teve acesso, os socialistas questionam quais são os planos da TAP para os países “em que a presença da Comunidade Portuguesa é expressiva” e pretendem que a companhia aérea diga se vai “retomar a curto prazo os voos entre Portugal e os países de acolhimento da diáspora portuguesa, especialmente com a Venezuela, Brasil, EUA, Canadá e África do Sul, garantindo preços competitivos e dentro da média do mercado”.

“A TAP anunciou, recentemente, a sua intenção de voltar a voar entre Lisboa e Caracas, na Venezuela, apenas a 2 de novembro, duas vezes por semana, o que significa um longo período de oito meses até que comece a haver alguma normalização nesta rota, o que naturalmente causa uma grande perturbação à comunidade portuguesa residente no país”, realçam os deputados no documento.

E acrescentam: “A expectativa, no entanto, era que esta ligação aérea pudesse ser retomada assim que os efeitos da pandemia fossem minimizados”.

Porque, desta forma, a companhia aérea poderia demonstrar “haver maior atenção relativamente aos países onde a presença das comunidades portuguesas é expressiva, assegurando a deslocação regular dos cidadãos sem sobressaltos, imprevistos ou preços inflacionados”.

Salientando que a TAP tem “um compromisso e uma missão incontornável de serviço público”, que se deve refletir na sua relação com as comunidades portuguesas, em relação à Venezuela, como a outros países, os deputados consideram que “infelizmente, porém, isto não tem acontecido e seria da maior importância que se percebesse quais as razões que estão na base desta determinação de apenas retomar os voos dentro de oito meses” para aquele país.

Além disso, “no plano de restruturação da TAP, não existem referências à importância da ligação estratégia da companhia aos países onde as comunidades portuguesas são importantes”, concluem os socialistas.

 

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