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Diretor do Aeroporto desmente discriminação salarial entre os bombeiros da ANA na Madeira

Absant Training - Junta-te a Nós, Inscrições AbertasDuarte Ferreira, diretor do Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo, negou nesta quinta-feira, dia 17 de maio, haver discriminação salarial nos operadores de socorro da ANA – Aeroportos de Portugal, afirmando desconhecer os salários pagos na empresa contratada para este serviço.

Duarte Ferreira foi ouvido numa audição parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira requerida pelo Partido Comunista Português (PCP) sobre “a discriminação salarial exercida sobre os bombeiros do aeroporto afectos à Efacec”, agora denominada ATM, empresa concessionária de serviços de socorro na infraestrutura.

“Sobre eventuais discriminações salariais, na nossa opinião, elas não existem, porque todos os operadores de socorro que são pertencentes à ANA ganham um salário que está definido no Contrato Colectivo de Trabalho no Acordo de Empresa da ANA. A sua progressão também acontece, não há qualquer discriminação”, disse.

Duarte Ferreira revelou, no entanto, que em 2010 o grupo de empresas da ANA decidiu que a área dos socorros deveria ser “externalizada” e, na sequência de um concurso público, essa missão também foi concessionada à Efacec, agora ATM.

“O que nós temos é um prestador de serviço externo contratado para prestar serviço na sequência de um concurso público e, naturalmente, não conhecemos a grelha salarial desse prestador de serviços”, referiu.

A ATM tem contrato com a ANA até ao final de setembro de 2020.

Ricardo Lume, deputado regional do PCP, revelou, contudo, que um operador de socorro na ANA aufere 946 euros e um da ATM 594 euros.

A possibilidade de os operadores de socorro virem a integrar a ANA em 2020 foi afastada pelo diretor do aeroporto, que falou em nome do presidente da ANA, dada a sua impossibilidade deste se deslocar à ilha da Madeira nesta altura.

“Penso que não”, respondeu ao deputado comunista.

A Comissão Permanente de Administração Pública da Assembleia, presidida pelo deputado Carlos Costa (JPP – Juntos Pelo Povo), tinha previsto ouvir o representante da ATM – Assistência Total em Manutenção, mas este não compareceu à audição.

 

  • Foto © Eugénio Santos

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