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Dólar alto é oportunidade para a Emirates SkyCargo no Brasil

Vila Galé - NewsAvia _ Março

 

O dólar valorizado pode gerar bons resultados para empresas que atuam com exportações, apesar do desaquecimento da economia brasileira. É o caso da Emirates SkyCargo, divisão de transporte de cargas da Emirates Airline. A companhia de Dubai participa esta semana da feira de logística e transportes Intermodal South America, em São Paulo. Em entrevista à ANBA  – Agência de Notícias Brasil-Árabe no início da semana, o vice-presidente de cargas da empresa para as Américas e Sul da África, Duncan Watson, afirmou que a valorização do dólar frente ao real pode ajudar a manter ou até a elevar o volume transportado, mesmo num cenário de baixo crescimento.

“Não podemos negar ou deixar de encarar a situação económica, mas mesmo nesses momentos há oportunidades. A moeda desvalorizada [em relação ao dólar] é uma oportunidade para se ampliar as exportações, e nós estamos vendo essa realidade no Brasil. Isso também ocorre na Europa, onde o euro desvalorizado faz crescer as exportações”, afirmou Watson.

Outra oportunidade no Brasil é a ampliação dos embarques de produtos perecíveis, que correspondem a aproximadamente 25% do total transportado nos porões dos aviões da empresa em todo o mundo. “Na América do Sul, a participação destes produtos no total embarcado é maior. Falamos de flores, vegetais, carnes, frutas, enfim, perecíveis em geral. São produtos que esses países produzem e que precisam chegar cedo ao seu destino. É um nicho que pode ser aproveitado”, declarou Watson.

A companhia opera dois voos com um cargueiro Boeing 777F no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior do Estado de São Paulo. Além disso, utiliza os compartimentos de carga dos jatos de passageiros nas rotas diárias entre Dubai e São Paulo e entre Dubai e Rio de Janeiro. Na América do Sul, Emirates SkyCargo também voa para o Equador.

Segundo Watson, o volume de mercadorias que a empresa transporta entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos não é grande. Embarques para a Europa ocorrem em maior volume, seguidos das remessas para Ásia e Oriente Médio. As trocas comerciais entre o Brasil e os Emirados Árabes podem crescer, afirma o executivo, desde que as potencialidades dos dois mercados sejam exploradas.

“Dubai está crescendo, comprando, recebendo cada vez mais turistas. E aqui temos um mercado grande, forte. Se os nichos forem explorados, as trocas comerciais terão todos os elementos para crescer”, disse o executivo.

 

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