ECA critica instabilidade laboral na Ryanair por incumprimento da empresa

A Associação Europeia de Pilotos (ECA), que representa 40 mil pilotos europeus, criticou na sexta-feira, dia 9 de agosto, a instabilidade laboral na companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair, situação que se repete pelo segundo Verão consecutivo e “pelos mesmos motivos”.

“Este será o segundo Verão consecutivo de agitação social na Ryanair e as causas parecem semelhantes e familiares às do ano passado: a incapacidade da Ryanair em realizar um verdadeiro diálogo social com os seus funcionários”, lamenta a ECA (sigla em inglês) em comunicado hoje divulgado.

Citado no comunicado, o secretário-geral da ECA, Philip von Schöppenthau, defende que “um ano foi suficiente para a Ryanair adquirir e desenvolver duas novas companhias aéreas – a Malta Air e a Ryanair Sun na Polónia – e comprar uma terceira – a Laudamotion na Áustria”, mas “não conseguiu negociar os tão esperados acordos colectivos de trabalho com a sua tripulação em vários países importantes”.

Portugal, Itália e Bélgica foram os únicos países da União Europeia (UE) onde, até agora, foram assinados acordos colectivos de trabalho para os pilotos da Ryanair, deixando vários Estados-membros e muitos profissionais de fora.

“A melhoria das relações com os funcionários parece, claramente, ter passado a ser uma prioridade menor” para a companhia, critica Philip von Schöppenthau.

Além da instabilidade, a ECA denuncia a atual “abordagem favorita” da Ryanair, a “do confronto”, que assenta em avisos sobre despedimentos e fecho de bases aéreas em vários países da UE, entre os quais Portugal (LINK notícia relacionada).

“Há mais de um ano, a Ryanair comprometeu-se a implementar a legislação laboral local, a negociar acordos colectivos de trabalho significativos para toda a sua tripulação e anunciou que daria a possibilidade de os trabalhadores externos serem contratados diretamente”, mas “este compromisso ainda não foi cumprido”, lamenta ainda a ECA.

Criada em 1991, a ECA está sediada em Bruxelas, representando mais de 40 mil pilotos europeus de 33 países ao nível da UE.

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