EUA proíbem voos comerciais da Europa, à exceção do Reino Unido e de carga

O Presidente Donald Trump anunciou na noite desta quarta-feira, dia 11 de março (cerca das 01h00 da madrugada de quinta-feira, dia 12 de março, hora UTC), que estão proibidos todos os voos comerciais oriundos ou com destino a aeroportos europeus, a partir das zero horas da próxima sexta-feira, dia 13 de março (04h00 UTC), e por um período mínimo de 30 dias.

“Para impedir que novos casos [do novo coronavírus] entrem no nosso país, suspenderei todas as viagens da Europa para os Estados Unidos pelos próximos 30 dias”, disse Trump numa mensagem ao País desde a Sala Oval da Casa Branca, em Washington. A nova medida não inclui os voos procedentes de aeroportos do Reino Unido, nem aos voos exclusivos para transporte de carga.

Segundo a CNN os Estados Unidos da América registavam no final desta quarta-feira 1.285 infetados com o novo coronavírus e 38 pessoas já tinham morrido devido a terem contraído pneumonia através desse vírus.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tinha anunciado nesta quarta-feira que o novo coronavírus causador da doença ‘Covid-19’ já pode ser definido como uma “pandemia”, após o número de casos fora da China ter multiplicado por 13 em duas semanas.

“A OMS estima que a ‘Covid-19’ pode ser caracterizada como uma pandemia”, declarou o diretor-general da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa, em Genebra, na Suíça.

“Podemos esperar que os números de casos, de mortes e de países afetados aumente (nos próximos dias)”, acrescentou o responsável pela OMS.

 

Trump fez o anúncio durante um raro discurso na Sala Oval dirigido à nação, depois de vários dias em que procurou minimizar a ameaça, culpando a Europa por não agir com rapidez suficiente para lidar com o novo coronavírus e alegando que os casos registados nos EUA foram “semeados” por viajantes europeus.

“Avançámos com ações antecipadas contra a China que salvaram vidas”, disse Trump. “Agora devemos tomar a mesma ação com a Europa”, acrescentou.

 

Autoridades da Segurança Interna, em Washington, esclareceram mais tarde que as novas restrições de viagens se aplicariam apenas à maioria dos estrangeiros que estiveram no Espaço Schengen 14 dias antes da chegada programada aos Estados Unidos.

Os países signatários do Acordo de Shengen, a partir do qual os territórios permitem a livre circulação de pessoas, são os seguintes: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, França, Finlândia, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia , Luxemburgo, Liechtenstein, Malta, Noruega, Holanda, Polónia, Portugal, República Checa, Suécia e Suíça.

UE pede aos EUA que evitem disrupção económica com suspensão de voos

O presidente do Conselho Europeu disse na madrugada desta quinta-feira que é preciso evitar a disrupção económica, após os Estados Unidos terem suspendido os voos provenientes da maioria dos países europeus, medida que será avaliada, nas próximas horas, pela União Europeia (UE), em Bruxelas. “Após a suspensão de voos anunciadas pelo Presidente Donald Trump, vamos hoje avaliar a situação, [mas] a interrupção económica deve ser evitada”, frisa Charles Michel numa publicação feita durante a madrugada através da conta rede social Twitter.

Na mensagem divulgada horas depois de Donald Trump ter anunciado tal medida, o presidente do Conselho Europeu garantiu que a UE “está a tomar todas as medidas necessárias para conter a propagação do Covid-19, limitar o número de pessoas afetadas e apoiar a investigação”, tentando assim responder às inquietações manifestadas pela administração norte-americana.

 

  • Notícia atualizada às 12h00 UTC da quinta-feira, dia 12 de março de 2020
  • Foto de abertura © CNN NEWS
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