Euro Atlantic realiza mais um voo humanitário entre Lisboa e Bissau

A companhia portuguesa Euro Atlantic Airways realizou neste sábado, dia 4 de julho, mais um voo humanitário entre Lisboa e Bissau, capital da República de Guiné-Bissau.

Foram transportados passageiros guineenses de regresso a este país africano de língua oficial portuguesa, bem como uma considerável quantidade de carga sanitária, nomeadamente equipamentos de proteção hospitalar para o pessoal médico que lida com os doentes de covid-19, máscaras para a população, testes de despiste do novo coronavírus e medicamentos. Trata-se de uma carga enviada pela União Europeia, ao abrigo dos acordos existentes com países terceiros e, nomeadamente africanos, com o apoio da Organização Mundial de Saúde.

No Aeroporto Internacional Osvaldo Silva teve lugar um cerimónia que assinalou a entrega do material doado, em que estiveram presentes representantes da União Europeia em Bissau e do Alto Comissariado para a Luta contra a Covid-19.

No regresso a Lisboa, o avião português embarcou diversos passageiros, com destaque para alguns estudantes guineenses que estudam em universidades de Portugal, cujos vistos de permanência já estão perto de caducar, e cidadãos portugueses e europeus que estavam retidos na Guiné-Bissau desde o início da pandemia.

O voo da Euro Atlantic foi assegurado por um Boeing 767-300ER, matrícula CS-TKR, que descolou de Lisboa na manhã deste sábado, pelas 10h02 locais, e aterrou em Bissau às 12h50 locais. No regresso a Portugal a aeronave descolou de Bissau pelas 16h00 locais, tendo aterrado no Aeroporto Humberto Delgado/Lisboa às 20h35 locais.

Presentemente a República da Guiné-Bissau não conta com voos regulares internacionais, devido à pandemia. As companhias senegalesas Air Senegal e Transair retomam os voos no próximo dias 15 e 22 de julho, respetivamente. A Asky Airlines, companhias togolesa, também deverá retomar a sua programação entre Lomé e Bissau na segunda metade deste mês. A TAP Air Portugal só deverá voltar a partir de agosto, com voos para Lisboa. O mesmo acontece também em relação à Euro Atlantic que tem um voo semanal de e para Lisboa, resultante de um acordo com o Governo da Guiné-Bissau.

 

Guiné-Bissau regista 25 mortos devido à pandemia de covid-19

O número de mortos devido à pandemia de covid-19 na República da Guiné-Bissau subiu para 25, mais um, e há 111 novos casos, aumentando o total de infetados para 1.765, segundo informações do Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES), divulgadas nesta sexta-feira, dia 3 de julho.

De acordo com o coordenador do COES, Dionísio Cumba, esta semana foram analisadas no país mais 283 novas amostras, das quais 111 deram positivo para covid-19.

“O nosso total acumulado no país é de 1.765, desde o início da pandemia”, disse o médico guineense, na conferência de imprensa sobre a evolução da covid-19 na Guiné-Bissau.

“Infelizmente, temos a anunciar mais um caso de óbito, uma jovem, de 22 anos, que morreu em Bafatá”, salientou o médico guineense, elevando o número de vítimas mortais para 25.

Dionísio Cumba disse também que mais 359 pessoas foram dadas como “livres de infeção”, elevando para 676 o número de recuperados.

Em relação aos internados, o médico precisou que estão 30 pessoas hospitalizadas, nomeadamente 16 no Hospital Nacional Simão Mendes, nove em Cumura e cinco em Bor.

“No total, subtraindo o número de mortos e de recuperados há 1.064 casos ativos no país”, dos quais 1.027 estão no Setor Autónomo de Bissau, 35 estão na região de Biombo, 18 em Cacheu, 10 em Bafatá, dois em Gabu, 10 em Oio e um em Tombali, disse.

 

  • Na imagem de abertura vemos o Boeing 767 da Euro Atlantic estacionado no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, na manhã deste sábado, dia 4 de julho. Foto © Albano Barai/Newsavia.

 

1 Comments

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    Depois cada passageiro pagar € 400 só de ida e €100 de teste de covid-19 não acredito que os responsáveis da companhia tenham coragem de dizer que fizeram um voo humanitário a favor dos Guineenses. E para quem quer voltar tem que comprar bilhete só de volta para Portugal custa €600 e tudo isso é humanitário…
    Isto é inacreditável. Kk

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