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Fadiga e doença entre as causas do ‘borrego’ de um A330 da Qantas



A Qantas Airways actualizou o seu treino de aproximações visuais na sequência de um incidente em que a tripulação de um Airbus A330-200 calculou mal a aproximação ao aeroporto de Melbourne, resultando no disparo dos alarmes do Enhanced Ground Proximity Warning System (EPGWS). O incidente, que a Autoridade Australiana para a Segurança nos Transportes (ATSB, no acrónimo inglês) classificou de “sério”, teve lugar em pleno dia, ao fim da tarde do dia 8 de Março de 2013 e envolveu o avião com a matrícula VH-EBV, que descolou de Sydney com uma tripulação de 11 elementos e 211 passageiros.

O comandante e o primeiro-oficial estavam no término de uma rotação típica de cinco dias e já tinham feito um voo Perth-Sydney nesse mesmo dia. Após ter recebido autorização para fazer a aproximação, o comandante estabeleceu uma altitude de 1000 pés (304,8 m) e baixou a velocidade para 180 nós (333 km/h). Dado que o avião desceu 1800 pés (548,6 m), o primeiro-oficial avisou o comandante que o avião estava baixo. O comandante reduziu a razão de descida, mas o EPGWS avisou “terra” seguido do aviso de “pull up”. Nesse momento, o avião estava a 1400 pés (426,7 m) acima do nível do mar, mas somente a 600 pés da terra (182,8 m) e 1900 pés (579,1 m) abaixo do perfil normal de três degraus de descida. O comandante deu plena potência aos motores e levou o avião a efectuar um “go around” antes de aterrar sem problemas.

“A ATSB concluiu que a performance do comandante durante a aproximação visual ficou provavelmente reduzida devido ao efeito combinado de sono limitado e disruptivo, escassez de alimentos ingeridos e uma constipação”, refere o relatório da Autoridade Australiana para a Segurança nos Transportes. À data do incidente, o comandante tinha 21.900 horas de voo, 2270 das quais no A330 e o primeiro-oficial 10.030 horas de voo, 1000 das quais no A330.

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