Governo Português reafirma oposição ao pagamento de prémios na TAP

O Governo Português considerou “inaceitável” que a companhia aérea TAP, empresa que “tem 100 milhões de euros de prejuízos” em 2019, atribua prémios a uma minoria de trabalhadores, ressalvando que a decisão não é da administração, mas da gestão privada.

“É uma falta de respeito para com a esmagadora maioria dos trabalhadores da TAP e para com os portugueses”, avançou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (na imagem de abertura), em resposta ao deputado Hugo Costa, do Partido Socialista (PS) que questionou se é moralmente aceitável a atribuição de prémios na TAP, face aos prejuízos da empresa.

Numa audição parlamentar na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, nesta quarta-feira, dia 19 de fevereiro, em Lisboa, o ministro disse que os prejuízos na TAP são “uma matéria que preocupa” o Governo, defendendo que o processo de reversão da privatização da companhia aérea de bandeira portuguesa foi “importante”, mas o histórico da empresa “se deve contar pelos dedos de uma mão os anos em que não deu prejuízo”.

O processo de reversão da privatização da TAP, em 2015, manteve o carácter privado da gestão em 100%, sublinhou o governante, explicando que a reversão garante que o Governo tenha uma palavra decidida na estratégia da empresa, mas não na gestão.

“No Conselho de Administração, a maioria é o do Estado. Na gestão, é 100% privada”, reforçou Pedro Nuno Santos, referindo que a decisão de atribuição de prémios aos trabalhadores “é uma questão da gestão”.

“Foi dito à TAP que não permitiremos a atribuição de prémios”, avançou o ministro, reforçando que tal é uma falta de respeito para com a esmagadora maioria dos trabalhadores, num universo de 10 mil trabalhadores, recompensas para uma minoria de trabalhadores.

Sobre os prémios atribuídos no passado quando a empresa também dava prejuízos, o governante indicou que esses foram atribuídos à generalidade dos trabalhadores e não a uma minoria.

David Neeleman, accionista da TAP, afirmou numa entrevista ao jornal digital ‘Observador’ na semana passada que a companhia vai continuar a pagar prémios de desempenho aos trabalhadores.

Segundo o jornal ‘Eco’, que se dedica a temas económicos, a TAP voltou a registar prejuízos acima de 100 milhões de euros em 2019, próximos dos 118 milhões de 2018, resultados que vão ser divulgados nesta quinta-feira, dia 20 de fevereiro.

 

  • Texto distribuído pela agência ‘Lusa’

 

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