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IATA insiste na devolução das receitas retidas em Venezuela

A IATA (Associação Internacional das Companhias Aéreas) voltou hoje a pressionar o governo da Venezuela para que honre os seus compromissos e transfira para as contas das companhias aéreas, suas associadas, que operam no país as verbas referentes às receitas auferidas com a venda de bilhetes aéreos a passageiros em Venezuela.

Estão em causa, como é de conhecimento público, cerca de 3,9 milhões de dólares norte-americanos, que estão bloqueados devido, não só à escassez de divisas que permitam os pagamentos, mas também porque as companhias não aceitaram as propostas de câmbio que foram apresentadas pelo Governo de Nicolas Maduro, que implicavam perdas adicionais, além do tempo que demoram a pagar.

Trata-se de uma situação inaceitável, declarou hoje Tony Tyler, presidente da IATA, que confirmou não ter havido qualquer progresso desde que há duas semanas a associação manifestou preocupação pela solução do problema. Apenas promessas do Presidente da República e com propostas inaceitáveis ao nível cambial, com muito prejuízo para as companhias.

Desde que esta situação persiste 11 companhias aéreas reduziram as suas frequências para aeroportos de Venezuela, nomeadamente para Caracas. A Air Canada suspendeu todos os voos à partida de Toronto, a Air France passou de um voo diário em Airbus A340-300 para cinco voos semanais em Airbus A330-200 e a Alitalia cortou 17 voos nos 31 que deveria programar para o corrente mês de Maio. Outras companhias também reduziram voos ou deixaram de aumentar frequências como habitualmente no período do Verão. É o caso da TAP Portugal que no ano passado tinha seis voos por semana com ocupações excelentes e que este ano manterá os três voos da época de Inverno.

Todas as companhias que reduziram capacidade enfrentam penalizações governamentais, pois Nicolas Maduro ameaçou que as companhias que reduzissem voos seriam castigadas com penas que poderiam ir até à proibição de voar no futuro para Venezuela.

 

  • Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetia, que serve a cidade de Caracas – Foto: Alexandre Calderon Angulo (www.aviacionCR.net)

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