LATAM Airlines Brasil terá voo semanal entre São Paulo e as Malvinas

O Governador das Ilhas Malvinas/Falklands, um território ultramarino do Reino Unido, no Atlântico Sul, anunciou na passada sexta-feira, dia 5 de julho, que chegou a acordo com a companhia LATAM Airlines Brasil, com vista à introdução de uma nova rota comercial entre o Aeroporto de Mount Pleasant, próximo da cidade de Port Stanley, capital do território britânico, e o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, no Brasil.

O comunicado do Governador destaca que este será o segundo voo internacional das Malvinas para o exterior depois da já existente ligação para Santiago do Chile, feita também pela LATAM Airlines.

O novo voo escalará uma vez por mês o aeroporto da cidade de Cordoba, na Argentina.

As operações terão início no dia 6 de novembro deste ano e os voos partirão de São Paulo/Guarulhos com destino a Port Stanley. Após a escala indispensável regressarão ao Brasil.

O anúncio do voo foi feito após a conclusão de um processo negocial iniciado já no ano passado, em que o administração das Ilhas Malvinas identificaram a companhia brasileira como a melhor solução para o novo voo, que é possível dada a negociação de um outro acordo assinado a 14 de julho de 1999, em que o Reino Unido e a Argentina concordaram quanto à realização de voos que liguem as Malvinas a países terceiros. Recorde-se que a Argentina invadiu as ilhas em 1982. Reivindicavam a sua  soberania, baseada num histórico que interrompido com a invasão por contingente militar britânico, em 1833, que se apossou do território e mandou de regresso para Buenos Aires um escasso grupo de militares que era responsável pela sua defesa. Em 1982 o Reino Unido reagiu com meios militares mais poderosos e expulsou os argentinos. Ambas as partes sofreram pesadas perdas materiais e humanas. Negociações internacionais têm mantido a zona na posse do Reino Unido e em paz, e agora há a perspectiva de um voo comercial a ligar Port Stanley a uma cidade argentina, o que acontecerá pela primeira vez desde essa data.

 

O Governador das Ilhas Malvinas afirma, no comunicado distribuído na sexta-feira, dia 5 de julho, que está a trabalhar com o Ministério da Defesa, em Londres, com vista a assegurar condições provisórias mais adequadas à operação, no Aeroporto de Mount Pleasant, até que esteja concluído o novo terminal civil para passageiros.

O novo voo que foi contratado com a LATAM Airlines Brasil é considerado pelas autoridades locais como de grande importância para o desenvolvimento económico das ilhas, nomeadamente tendo em conta o crescimento da indústria turística, com a chegada de mais visitantes.

 

As ilhas Malvinas (também conhecidas por Ilhas Falkland, na designação britânica), além da ligação semanal com Santiago do Chile, recebem voos que são considerados de transporte militar, feitos com aviões da Air Tanker, uma companhia aérea britânica que tem um estatuto especial, com mais de uma dezena de aviões Airbus A330-200 MRTT ao seu serviço, adaptados para missões de reabastecimento militar e transporte de passageiros, com configurações interiores para os militares e familiares que prestam serviço em territórios ultramarinos ou em bases militares no estrangeiro viajarem, e para transporte de governantes e grupos de entidades. Nos últimos anos, dado o excesso de aviões na frota, a Air Tanker alugou aeronaves às companhias comerciais britânicas Thomas Cook e Jet2, que os utilizam no transporte de turistas.

Os voos para rendição de militares e familiares (ou viagens de férias até à Grã-Bretanha), têm origem na base aérea da RAF (Royal Air Force) de Brize Norton, a 120 quilómetros a oeste da cidade de Londres. São voos que necessitam de uma escala intermédia. Antes os aviões aterravam na ilha de Tristão da Cunha, outro território ultramarino no Atlântico Sul, entre a costa de África e o Brasil, mas desde há algum tempo não o podem fazer pelo facto do aeroporto estar em obras. Trata-se de uma modernização profunda da pista de aterragem que só estará pronta no próximo ano. As escalas são agora feitas na ilha do Sal, em Cabo Verde.

Estes voos, que são presentemente feitos pela Air Tanker ou por aviões de transporte Hercules C-130 da RAF, foram feitos durante muitos anos, em aviões comerciais fretados à companhia portuguesa Hi Fly, que voava entre Brize Norton e as Malvinas com escala em Tristão da Cunha.

 

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