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Menos malas perdidas nos aeroportos brasileiros

As quatro maiores companhias aéreas nacionais do Brasil (Azul, Avianca, Gol e TAM) registraram 2,8 extravios de bagagem a cada mil embarques em 2012 (0,0028 por passageiro). É um dos menores índices de desvio de bagagem do mundo, segundo o ‘Panorama 2012’ da ABEAR – Associação Brasileira das Empresas Aéreas, que publica uma análise de dados da SITA e do mercado doméstico. O número chega a ser menor até do que o dos Estados Unidos da América, mercado considerado referência global, que é de 3,1 por mil (0,0031).

O mercado brasileiro perde apenas para o asiático, que registra 1,7 bagagens desviadas a cada mil embarques (0,0017). Na Europa, espaço aéreo que regista o maior índice de extravios por passageiros, o número chega a 9,4 por mil (0,0094). A média mundial é de 8,8 bagagens extraviadas a cada mil pessoas que voam (0,0088).

Para Maurício Emboaba, consultor técnico da ABEAR, o índice nacional brasileiro é bastante positivo, apesar da infraestrutura ainda atrasada em relação aos outros mercados internacionais. “A tendência é de melhora, considerando os sistemas que estarão disponíveis em breve nos novos aeroportos brasileiros”, diz.

A ABEAR lembra que se a bagagem não aparecer na esteira (também designada por passadeira de entrega) durante o desembarque, não significa que ela foi extraviada. O passageiro que passar por isso deve procurar um funcionário da empresa aérea antes de sair da sala de desembarque, tendo em mãos o comprovante de despacho da bagagem (que é pregado ao cartão de embarque durante o procedimento de ‘check-in’). Quando a bagagem for localizada, a empresa a devolverá para o endereço informado pelo passageiro. Se não for localizada dentro de 30 dias, abre-se um procedimento para a indemnização.

Outra recomendação é quanto à preservação das bagagens. Sugere-se o uso de capas e filmes plásticos que preservam as malas, aumentam sua vida útil e as protegem de violações inadvertidas. Bagagens apresentadas para o despacho com sinais evidentes de desgaste são registradas pelos atendentes para evitar dúvidas caso haja algum questionamento.

Os passageiros devem também estar atentos aos conteúdos das bagagens. As malas despachadas não devem conter itens frágeis, dinheiro ou objectos de valor. Caso seja realmente necessário despachar esses artigos, os passageiros devem preencher uma declaração no ‘check-in’, sendo necessário o pagamento de uma taxa que garante a cobertura na hipótese de um problema. Se, no momento da restituição, o passageiro tiver alguma reclamação em relação ao transporte da bagagem, ele deve procurar a companhia aérea, de preferência antes de sair da sala de desembarque. Os objectos a serem transportados na bagagem de cabina, por sua vez, estão sujeitos a restrições relacionadas com a segurança.

“O objectivo do sector é que o passageiro tenha uma excelente experiência de viagem, e vem levantando esses índices para saber onde é possível aumentar a sua satisfação”, finaliza Emboaba.

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