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Ministro moçambicano repudia “barreiras comerciais” colocadas pela Europa ao desenvolvimento e expansão das companhias aéreas do país

O ministro dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, afirma que Moçambique não está obcecado em voar para o espaço europeu, uma vez que o mercado oferece várias alternativas de rotas para outros destinos, que o país pode explorar em condições de sustentabilidade.
O ministro Muthisse é citado pelo diário “Notícias” de Maputo a explicar que além das rotas para os países da região, a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique), companhia de bandeira, tem estado a operar como coluna vertebral nas ligações domésticas, com voos regulares para praticamente todas as províncias do país.
O posicionamento de Gabriel Muthisse surge em reacção a notícias sobre o eventual endurecimento das autoridades aeronáuticas europeias na sequência da recente queda de um avião da LAM na Namíbia.
“É preciso deixar claro que a LAM voa para onde deseja voar e, naturalmente, não voa para onde não deseja. Quer dizer, não estamos proibidos de voar para a China, para o Canadá, para o México ou para outro destino qualquer que nos interesse explorar”, disse Muthisse.
A percepção do ministro dos Transportes e Comunicações é de que a proibição de aviões de companhias de Moçambique voarem no espaço europeu e de aterrarem em aeroportos europeus, não tem a ver com questões de segurança.
Segundo ele, e de acordo com a alegação apresentada pela União Europeia para fundamentar tal decisão, é o Instituto Nacional da Aviação Civil, enquanto entidade reguladora, que não respondeu aos critérios de segurança por ela determinados.
“Se esta fosse a real causa, então as companhias europeias não voariam para Moçambique, como faz, por exemplo, a TAP, porque quem garante as condições de segurança na navegação aérea através de mecanismos válidos de controlo é o Instituto Nacional de Aviação Civil, o mesmo que para eles não satisfaz. Deviam ter medo de voar para Moçambique”, sublinha o ministro.
Para Gabriel Muthisse, há razões comerciais por detrás das alegações apresentadas.
Pelas normas internacionais, segundo Muthisse, eles não podem impor barreiras tarifárias, por isso tudo isto tem a ver com a concorrência.
“O que eles estão a colocar é uma barreira comercial. Na verdade, eles é que devem estar mais preocupados porque hoje em dia não nos podem isolar do mundo como era possível fazer há 20 ou 30 anos, pois hoje o mercado é bem maior e os países têm à sua disposição um vasto leque de alternativas”, disse o ministro ao jornal “Notícias de Maputo”.

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