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Novo plano estratégico do Grupo SATA (2015-2020) será apresentado até final do ano

O Governo Regional dos Açores comprometeu-se esta semana a apresentar, até final do ano, um Plano de Desenvolvimento Estratégico para o transporte aéreo que abrangerá o período de 2015 a 2020 e que está a ser elaborado pelo Grupo SATA, do qual a Região Autónoma é a único accionista.

Vítor Fraga, secretário regional do Turismo e Transportes, respondeu anteontem na cidade da Horta, sede legislativa da Região, a uma interpelação dos deputados regionais sobre a actual situação na SATA, grupo que tem duas companhias aéreas: a Air Açores, que se dedica ao transporte inter-ilhas, e a SATA Internacional, vocacionada para o transporte de médio e longo cursos, e que é, pela sua dimensão, a segunda companhia de voos regulares mais importante de Portugal.

“Este plano, que se pretende que corporize uma estratégia que seja assumida por todos, accionista, gestão de topo e colaboradores, englobará, para além do plano de negócios, o plano de sustentabilidade económico-financeiro, o processo de renovação da frota e ainda o plano de desenvolvimento e qualificação de recursos humanos”, afirmou Vítor Fraga, na sua intervenção que ocorreu na terça-feira, dia 8 de Julho.

O objetivo, segundo o governante açoriano, é assegurar que os Açores tenham uma transportadora que sirva sobretudo os interesses dos açorianos e dos que visitam a Região, oferecendo elevados padrões de segurança e qualidade de serviço em aspectos como a regularidade, a fiabilidade e a pontualidade.

“No fundo, termos uma empresa de referência, capaz de contribuir para dar resposta às necessidades de mobilidade e acessibilidade à Região, introduzindo valor e gerando riqueza”, frisou o titular da pasta dos Transportes.

 

Aproveitar a posição geoestratégica do arquipélago açoriano

Vítor Fraga adiantou que um dos objectivos do futuro plano será tirar partido da posição geoestratégica dos Açores, explorando todo o potencial de desenvolvimento de tráfego entre a Europa e a América do Norte, utilizando a Região “como uma verdadeira porta de entrada e saída de tráfego entre os dois continentes”.

O desenvolvimento de parcerias estratégicas com outras companhias, aproveitando sinergias existentes e potenciando a captação de tráfego que contribua para a sustentabilidade das operações, será outra das linhas de orientação.

“Por outro lado, não são nem serão admitidas operações ou rotas deficitárias, que não contribuam de uma forma directa ou indirecta para a captação de tráfego para a Região”, assegurou.

Vítor Fraga lembrou também que as mudanças no mercado do transporte aéreo e a precária situação económica portuguesa há já alguns anos, têm colocado uma série de constrangimentos à companhia.

Apesar destas questões, salientou que a forte aposta em 2013 nas ligações à América do Norte levou a um incremento de cerca de 11.600 passageiros, o que representa um crescimento de cerca de 8%, numa tendência mantida no primeiro semestre de 2014, com mais 5.800 passageiros, ou seja, um aumento de 10% face ao período homólogo de 2013, verificando-se também um crescimento de 2% nas ligações ao continente português no primeiro semestre de 2014, após a estagnação registada em 2013.

“É de salientar igualmente que a aposta em voos regulares para os principais mercados emissores europeus de fluxos turísticos para a Região tem vindo a consolidar-se e a demonstrar claramente que estas são apostas consistentes, que se traduziram num incremento de 7.273 passageiros transportados, ou seja, mais 23,13% em 2013, sendo que, no primeiro semestre de 2014, verificou-se um crescimento de 9% face ao período homólogo do ano anterior”, observou Vítor Fraga.

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