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Polícia brasileira apreendeu 47 aeronaves que estavam ao serviço do narcotráfico

A Polícia Federal (PF) do Brasil apreendeu nesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, 47 aviões ligeiros, a maioria monomotores, que eram utilizados em ações de transporte clandestino, servindo nomeadamente uma rede de traficantes de drogas, com viagens frequentes entre países da América Latina, os Estados Unidos da América, norte de África e sul da Europa.

A operação foi desencadeada logo pela manhã envolvendo 400 agentes que cumpriram 54 mandados de prisão e 81 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas (Tocantins), nos estados do Ceará, Goiás, Paraná, Pará, Roraima, São Paulo e Tocantins e no Distrito Federal (Brasília).

Cerca de 100 pessoas e empresas envolvidas tiveram as contas bancárias bloqueadas pela Justiça a pedido da PF, que também solicitou a apreensão de 47 aeronaves, o sequestro de 13 fazendas com mais de 10 mil cabeças de gado bovino e a inclusão de seis pessoas no Sistema de Difusão Vermelha da Interpol.

Segundo a PF, a investigação teve início há dois anos e apurou que foram realizados no mínimo 23 voos transportando em média 400 quilos de cocaína cada, totalizando mais de nove toneladas.

A ação contou com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Grupamento de Rádio Patrulha Aérea da Polícia Militar de Goiás (Graer/PMGO), segundo um comunicado da Polícia Federal.

Durante a tarde e num primeiro balanço à operação, a Polícia Federal disse que tinham sido presas 22 pessoas incluindo o chefe da quadrilha, João Soares Rocha, que é apontado como sendo o dono dos 47 aviões que foram apreendidos.

A quadrilha incluía diversos pilotos e mecânicos de aeronaves que tinham como missão tratar dos aparelhos e modificá-las com registos falsos, além de algumas mudanças nos motores e depósitos de combustível, de forma a atingirem maior autonomia de voo. Uma equipa de pilotos tinha como missão desenhar planos de voo de forma a que as aeronaves não fossem detetadas pelo controlo aéreo e as viagens fossem bem sucedidas para pistas de aviação clandestinas nos seus destinos, segundo informação da polícia.

As atividades desta quadrilha eram seguidas desde há algum tempo pela Polícia Federal, que só agora conseguir reunir todos os elementos de forma a que a sua atuação fosse eficaz.

No ano passado o piloto Cristiano Felipe Rocha Pires, sobrinho de João Soares Rocha, morreu na queda de um avião ligeiro no Pará. Nesse aparelho, que também era utilizado no transporte de droga, seguia como passageiro o irmão do líder da quadrilha e pai do piloto, Evandro Geraldo Rocha, que faleceu no acidente.

 

  • Foto © Polícia Federal do Brasil

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