Risco de concentração ameaça venda de ativos da Avianca Brasil

O Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade) pode não autorizar uma eventual tomada dos ativos da Avianca Brasil pelas restantes companhias aéreas que trabalham no mercado brasileiro.

Num posicionamento divulgado nesta sexta-feira, dia 5 de abril, o Cade diz que tem presente um estudo do seu Departamento Económico que conclui que existem riscos à concorrência se os ativos da Avianca Brasil, que está em recuperação judicial, forem comprados por qualquer empresa que já atue no setor aéreo brasileiro.

A imprensa brasileira destaca que o documento não representa uma decisão do Cade, mas servirá para subsidiar futuras análises do caso pelo conselho e é um prenúncio de que dificilmente a compra de ativos da Avianca pelas atuais líderes de mercado seria aprovada pelo órgão.

De acordo com a nota técnica, a preocupação é maior se a compra for feita pela GOL ou pela Latam Airlines Brasil, que entraram na disputa pela compra de unidades da concorrente nesta semana. As duas companhias já apresentam altas participações de mercado nas principais rotas em que a Avianca atua.

No caso da compra pela Azul, que tem menor quota de mercado (market share), a preocupação do Cade é menor. “Seria necessária, no entanto, uma análise profunda para uma conclusão sobre essa operação, que só é realizada quando da notificação da operação ao Cade”, afirma o estudo que é atribuído ao Departamento Económico.

 

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