Sir Richard Branson ‘confirmado’ como primeiro astronauta particular

O multimilionário britânico Sir Richard Branson, fundador e dono do grupo Virgin, participou neste domingo, dia 11 de Julho, no primeiro voo comercial da sua companhia Virgin Galactic para o espaço. Um feito que ultrapassa, na competição espacial, os seus competidores, os também multimilionários Jeff Bezos e Elon Musk. O voo foi um sucesso, acompanhado em todo o mundo por diversos canais internacionais de televisão e por milhões de pessoas, através dos canais das redes sociais.

Este foi a 22º teste de voo sa ‘VSS Unit’ da Virgin Galactic com foguetão na nave ‘SpaceShipTwo Unit’. A missão, denominada ‘Unit 22’, foi o quarto voo espacial tripulado da companhia. Foi também o primeiro a transportar uma tripulação completa de dois pilotos e quatro especialistas da missão no cockpit, incluindo o fundador da companhia, Sir Richard Branson, que teve a oportunidade de vivenciar a experiência de ser um astronauta privado ou turista espacial. Os outros astronautas, até agora conhecidos e que têm sido pioneiros na Conquista do Espaço, são elementos formados com o apoio de entidades governamentais e militares.

 

Segundo a Virgin Galactic’ este voo ‘Unit 22’ teve como objetivos principais testar o conforto da cabina e a experiência do cliente a bordo, que incluíam:

  • Avaliar a cabina do cliente comercial com uma tripulação completa, incluindo o ambiente da cabina, o conforto do assento, a experiência sem peso e as vistas da Terra oferecidas pela nave espacial, tudo para garantir que cada momento da viagem do astronauta maximiza a maravilha e o espanto criados pelas viagens espaciais.
  • Demonstrar as condições para as experiências de investigação com assistência humana.
  • Confirmar o programa de formação no ‘Spaceport America’ que apoia a experiência de voos espaciais.

Tripulação encarregada do voo espacial ‘Unit 22’:

– Beth Moses, instrutora principal de astronautas na Virgin Galactic. Moises foi a supervisora da cabina e diretora de testes espaciais, supervisionando a execução segura e eficiente dos objectivos de voo de teste.

– Colin Bennett, engenheiro-chefe de operações da Virgin Galactic. Bennett avaliou o equipamento do cockpit, os procedimentos e a experiência tanto durante a fase de impulso como no ambiente sem peso.

– Sirisha Bandla, vice-presidente da Virgin Galactic para os Assuntos corporativos e Operações de Investigação. Teve a sue cargo avaliar a experiência de investigação de humanos, utilizando um programa criado pela Universidade da Flórida (USA).

– Sir Richard Branson, fundador da Virgin Galactic. Branson avaliou a experiência de um astronauta privado e passou pela mesma formação, preparação e voo que os futuros astronautas da Virgin Galactic. A companhia utilizará as observações do seu treino de voo e a experiência de voo espacial para melhorar a viagem de todos os futuros clientes astronautas.

A missão incluiu ainda quatro pilotos, dois em cada unidade.

Após este voo, e de acordo com os procedimentos normais, a equipa completará as inspeções de veículos e uma extensa revisão de dados, que servirão de base para os próximos voos de teste. Estão previstos mais dois voos antes de a empresa iniciar o serviço comercial em 2022.

Sobre o significado deste voo e a sua importância para o futuro da companhia disse Sir Richard Branson: “Acredito verdadeiramente que o espaço pertence a todos nós. Após mais de 16 anos de investigação, engenharia e testes, a Virgin Galactic está na vanguarda de uma nova indústria espacial comercial, que abrirá espaço à humanidade e mudará o mundo para sempre. Uma coisa é ter um sonho de tornar o espaço mais acessível a todos; outra é uma equipa incrível transformar coletivamente esse sonho em realidade. Como parte de uma excelente equipa de especialistas em missões, tenho a honra de ajudar a validar a viagem que os nossos futuros astronautas farão e assegurar que entregamos uma experiência única, tal como as pessoas esperam da Virgin”.

1 Comments

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    Foi realmente um sucesso comercial e da iniciativa privada. No plano técnico, um pouco menos, porque voos sub-orbitais, como é o caso, já se fizeram muitos, desde os tempos dos X-15. No entanto, terá sido o veiculo com maior capacidade de PAX a fazer estes voos, depois do Shuttle.

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