TAP desvaloriza “casos pontuais” de indisposições de passageiros e tripulantes nos A330-900neo

A TAP Air Portugal confirmou nesta terça-feira, dia 25 de junho, “casos pontuais de tripulantes com ligeiras indisposições” em alguns voos dos novos aviões Airbus A330-900neo, eventualmente associados a “alguns odores do equipamento de ar condicionado”, garantindo ser uma situação “normal em aeronaves novas”, informa a agência de notícias portuguesa ‘Lusa’.

“Relativamente ao facto de, em algumas unidades novas do A330neo, poderem ter sido detetados alguns odores provenientes do equipamento de ar condicionado, é um facto considerado normal em aeronaves novas e que desaparece logo após as primeiras utilizações”, sustenta a companhia aérea, garantindo que “nunca colocaria os seus clientes e trabalhadores numa situação de risco para a sua saúde”.

Numa declaração escrita enviada à ‘Lusa’ nesta terça-feira, dia 25 de junho, na sequência de relatos – noticiados pela rádio TSF – de casos de má disposição e vómitos em tripulantes e passageiros em vários voos da TAP no novo avião Airbus A330neo, a companhia confirma ter “registo de relatos de casos pontuais de tripulantes com ligeiras indisposições”.

Contudo, garante, “os testes já realizados tanto pela TAP, como pela Airbus não permitem estabelecer qualquer correlação entre estes episódios e uma hipotética, mas não demonstrada, deficiência na circulação e renovação de ar”.

“O A330neo é um avião com todas as certificações por parte das autoridades nacionais e internacionais e totalmente apto para o serviço de transporte de passageiros em total segurança”, refere a companhia de bandeira portuguesa, salientando que “as cabinas da Airbus são projetadas e fabricadas de forma a prevenir qualquer tipo de contaminação do ar”.

Na declaração divulgada, a TAP diz ter comunicado à Airbus os “relatos de tripulantes relativos a odores e indisposições pontuais” e destaca que “imediatamente realizou uma reunião com áreas técnicas da TAP, o sindicato de pilotos e o sindicato dos tripulantes de cabina de forma a partilhar com total transparência os dados disponíveis”.

No entanto, diz, “todas as análises feitas pela Airbus com o apoio de laboratórios independentes indicam que os parâmetros de qualidade do ar estão dentro do normal na indústria”, sendo que, “nos vários testes realizados pela Airbus no chão e em voo, quanto a possíveis fontes de desconforto, como fluxo e distribuição de ar ou controlo de temperatura, os resultados obtidos foram de total conformidade”.

“A experiência e conforto relativamente à circulação do ar no A330neo é igual à da anterior geração A330”, garante a TAP.

A TAP foi a primeira operadora comercial do mundo a voar o novo A330neo, tendo encomendado 14 exemplares deste modelo que diz ser “consideravelmente mais eficiente e consumindo em média menos 17% de combustível por cadeira do que a geração anterior de aeronaves, resultando ainda numa redução muito significativa das emissões de dióxido de carbono e ruído”.

 

  • Foto © Rui Fernandes

 

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    Minha família toda passou muito mal a bordo desse avião novo. Terrível. Pareceu nos muito mais problemas de pressurização. A TAP claro, não deu qualquer satisfação.

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