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TAP mantém programação de voos para Venezuela e recusa abordagem política

A companhia aérea portuguesa TAP vai manter as três ligações semanais a Caracas e o mesmo número de lugares, apesar da tensão no país, revela hoje o ‘Diário de Notícias’ da ilha da Madeira, de onde partiu uma expressiva maioria dos portugueses que vivem presentemente na Venezuela. A comunidade portuguesa residente, entre nascidos na Europa e luso-descendentes já nascidos na Venezuela, está estimada em mais de um milhão de pessoas.

Uma fonte da empresa aérea, que não foi identificada pelo jornal madeirense, escusou-se a comentar a polémica entre o Governo venezuelano e várias companhias aéreas que reduziram o número de voos para Caracas, ou, como no caso da Air Canada, suspenderam mesmo as ligações. “A TAP não comenta declarações políticas”, disse.

A TAP Portugal tem actualmente três voos semanais de Portugal para o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetia, Estado Vargas, a cerca de 20 quilómetros do centro da cidade de Caracas. Um dos voos parte do Porto e dois de Lisboa, sendo um destes com escala na Madeira. A previsão para este Verão, nomeadamente entre os meses de Julho a Outubro, é de que a TAP passe a voar cinco frequências semanais, sendo mais uma de Lisboa com escala na ilha da Madeira e outra à saída do Porto, pois a companhia serve uma assinalável fatia do tráfego étnico que viaja de Venezuela para a Galiza (Espanha) nos meses de férias.

No ano passado a rota de Portugal para Venezuela foi das que mais cresceu na rede da TAP, quer em termos de passageiros, cerca de 14%, quer de receitas, nomeadamente nos segmentos mais caros.

 

Caracas diz que vai começar a pagar

O Governo venezuelano anunciou  esta semana que irá pagar as dívidas às companhias aéreas estrangeiras no país e que porá fim à relação com a Air Canada, devido à decisão “unilateral” da operadora de suspender os voos para Caracas. O ministro do Transporte Aéreo e do Meio Aquático revelou que na próxima semana poderão ser efectuados alguns pagamentos e que as companhias aéreas vão ser informadas, “de forma directa”, do calendário de pagamentos da dívida.

O governante criticou ainda a Air Canadá por ter cancelado as viagens para Caracas por razões de segurança. “A Air Canadá tem voado para países que têm tido problemas muito mais graves de segurança dos que têm a Venezuela”, frisou.

Segundo a Associação de Linhas Aéreas da Venezuela, 11 das 26 companhias estrangeiras que voam para Caracas reduziram desde Janeiro passado a oferta de lugares, nalguns casos até quase aos 80 por cento, devido à impossibilidade de repatriar os capitais correspondentes às vendas, cujo valor global ascende a 3.700 milhões de dólares americanos. Na Venezuela está vigente desde 2003 um férreo sistema de controlo cambial que impede a livre obtenção de moeda estrangeira no país e obriga as companhias aéreas a terem autorização para poderem repatriar os capitais gerados pelas operações.

  •  Airbus A330-200 da TAP Portugal no Aeroporto Internacional Simón Bolivar, em Maquetia (Estado Vargas)

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