TAP quer “enfraquecer qualquer posição mais radical” do sindicato, diz o SNPVAC

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) acusa a TAP de querer “enfraquecer qualquer posição mais radical” do sindicato, depois de ter anunciado um aumento da garantia mínima, segundo uma nota interna.

No documento, a que a agência de notícias ‘Lusa’ teve acesso nesta terça-feira, dia 21 de junho, o sindicato indicou que no domingo foi informado “pela Comissão Executiva da TAP, de um ‘generoso’ aumento da Garantia Mínima, estabelecida nos Acordos de Emergência” (LINK notícia relacionada).

Na nota enviada aos associados, a direção do SNPVAC diz que “não pode deixar de ficar satisfeita com a redução dos cortes dos nossos colegas pilotos, permitindo assim que a empresa deixe de utilizar o argumento de que a suspensão dos 10% do PNT (Período Normal de Trabalho) e o pagamento das horas extra ao PNC [pessoal navegante comercial], sejam motivo de bloqueio para qualquer tipo de melhoria das condições dos trabalhadores do grupo TAP, como chegou a ser veiculado pela administração”.

“Quanto à questão do aumento da Garantia Mínima, e não Salário Mínimo, como alguns querem fazer transparecer, esta direção não anuiu tal decisão. Trata-se de uma medida unilateral por parte da empresa e terá de ser a empresa a explicar aos trabalhadores o porquê desta atitude”, indica o SNPVAC.

“A nós, parece-nos que o objetivo traçado está bem definido: enfraquecer os trabalhadores e o nosso sindicato, que nos últimos meses tem encetado todos os esforços para melhorar as condições dos nossos associados”, sublinha o sindicato na sua nota aos associados.

A estrutura sindical realça ainda que “esta manobra visa enfraquecer qualquer posição mais radical que venha a ser tomada por qualquer sindicato a título particular”, e que pretende “enfraquecer” o sindicato “numa futura negociação de AE [acordo de empresa] e tem como único intuito, denegrir uma vez mais a imagem dos trabalhadores da TAP, perante a opinião pública”.

“Os cortes a que todos os trabalhadores estão sujeitos, estão a delapidar toda a massa humana da TAP, estão a delapidar a alma da nossa empresa, bem como a nossa integridade e o nosso brio profissional”, realçou, acrescentando que “sobre o valor em questão, que não traduz o crescimento/realidade da operação, o SNPVAC considera imoral que numa indústria de milhões se conte tostões, quando se trata dos salários dos trabalhadores”.

“Não podemos deixar de lamentar essa rigidez contabilística quando a razão é a melhoria das condições humanas de quem tanto tem dado na recuperação da empresa”, conclui o documento distribuído pelo SNPVAC.

 

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