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Venezuelana Aserca Airlines entregou COA à tutela e retirou-se do mercado

Curso ISEC_Absant fev2018A Aserca Airlines, uma companhia aérea de registo venezuelano, que trabalhava desde 1990, anunciou na quarta-feira, dia 23 de maio, o fim das operações de transporte aéreo de passageiros que realizava, há mais de 25 anos, dentro da Venezuela e para as Caraíbas.

A decisão foi anunciada através de um comunicado, no qual a empresa informa sobre o “fim das atividades como operador de transporte aéreo” que realizou até 22 de maio de 2018.

O documento explica que a Aserca Airlines entregou o Certificado de Operador Aéreo (COA) ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) da Venezuela, mas que continuará a prestar serviço de manutenção aeronáutica a outros operadores.

“Estamos muito agradecidos aos passageiros e empregados. Com grande tristeza formalizamos o fim da operação, agradecendo às autoridades, imprensa, agências de viagem e fornecedores, a todos os que durante 25 anos caminharam junto connosco”, explica.

A Aserca Airlines tinha presentemente na sua frota oito aeronaves, todas MD-83 e com muitos anos de serviço, e voava para 18 destinos venezuelanos e internacionais, entre eles as ilhas de Curaçau, Aruba e República Dominicana. Chegou a trabalhar com 11 aviões, número que foi reduzindo devido à dificuldade de encontrar peças e sobressalentes que pudessem fazer face às reparações e inspeções a que as aeronaves são obrigadas. A companhia era propriedade de Simeon Garcia, que foi dono da Santa Bárbara Airlines (SB Airlines) e da PAWA Dominicana, esta com registo da República Dominicana, que também foram encerradas neste ano.

Embora a empresa não clarifique a razão do fim das operações, a imprensa venezuelana dá conta de que terá sido por motivos económicos, devido à crise que afeta a Venezuela.

Além de transportar passageiros, durante a sua atividade a Aserca Airlines popularizou-se pelo apoio a mais de 40 fundações de solidariedade, desportivas, religiosas, de apoio a surdos, a deficientes e de transplantes de órgãos e de apoio a crianças com cancro.

Em 2015 implementou uma metodologia de linguagem de sinais (para surdos) nos seus voos.

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