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Voo MH17: Estão 189 holandeses entre as 298 vítimas do acidente na Ucrânia

Passadas 24 horas sobre o trágico acontecimento com mais um avião de longo curso da Malaysia Airlines, poucas novidades existem, além, infelizmente, da contagem e esclarecimento sobre as nacionalidades dos 298 ocupantes que seguiam a bordo do Boeing 777-200ER que ontem, quinta-feira, dia 17 de Julho, foi abatido sobre território ucraniano por um míssil terra-ar, cuja autoria do disparo ainda não foi certificado por fontes independentes.

A companhia aérea distribuiu há poucas horas mais uma lista dos passageiros e tripulantes que morreram no desastre, tendo subido o número de ocupantes para 298, mais três do que tinha indicado ontem.

Assim, segundo a Malaysia Airlines embarcaram no Aeroporto de Schiphol/Amsterdão passageiros das seguintes nacionalidades: 189 holandeses, entre estes mais de meia centena de crianças, que seguiam de férias com a família, pois é época de férias escolares na Holanda, 29 malaios (inclui 15 tripulantes do aparelho), 27 australianos, 12 indonésios, nove britânicos, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos, um canadiano e um neozelandês. Para perfazer o total de 298 faltam quatro pessoas que se julga serem malaias. Os números da companhia não se referem a quaisquer passageiros norte-americanos, o que contraria as declarações do Presidente Obama e de diversos canais de TV dos EUA que apontavam para 23 cidadãos norte-americanos a bordo.

Os jornais australianos de hoje referem que a bordo do avião sinistrado seguiam diversos médicos especialistas de reputação internacional, que iam participar, em Melbourne, na 20ª Conferência Internacional da AIDS, que começa no próximo domingo, dia 20 de Julho.

Em Kuala Lumpur a imprensa refere que no acidente faleceu uma senhora de 83 anos que era casada em segundas núpcias com o pai (já falecido) do primeiro-ministro malaio.

Uma coincidência trágica é de uma australiana que tinha perdido um irmão e a cunhada no voo MH370 desaparecido em Março passado, e que volta a perder uma enteada neste acidente, também com um avião da Malaysia Airlines.

 

Caixa negras recolhidas

Os destroços do avião estão espalhados numa zona agrícola controlada pelos separatistas ucranianos que defendem a criação da República Independente de Donetsk e uma ligação política ao regime da Rússia. Entre campos de milho e as estradas estreitas da aldeia de Rozsypne, a 40 quilómetros da fronteira com a Rússia, os rebeldes dizem ter recolhido as “seis caixas negras” do avião sinistrado. Agora querem negociar para decidir a quem entregam os equipamentos que, eventualmente, poderão abrir algumas pistas mais concretas sobre a acção que derrubou o avião, embora neguem a autoria do disparo do míssil assassino.

Especialistas norte-americanos afirmam que, tanto a Rússia, como a Ucrânia, têm no seu território plataformas de mísseis BUK. E nem todos em “boas mãos”. Os serviços secretos dos EUA referem que um jornalista francês detectou na semana passada uma plataforma de mísseis que estão sob responsabilidade das milícias separatistas no sudeste da Ucrânia.

Os rebeldes dizem que recolheram destroços importantes e diversos despojos humanos. No dia de hoje deverá ser constituída uma comissão internacional que se deslocará ao local do desastre, pois, entretanto, os rebeldes, já acederam a libertar a passagem na única estrada nacional que conduz ao local e que tem cinco ‘checkpoints’ das forças ditas revolucionárias, tratados como terroristas pelo governo de Kiev.

Quanto ao tráfego aéreo o Eurocontrol anunciou que o espaço sobre a zona de conflito está interditado por indicação do Governo da Ucrânia. Aliás, a maioria das companhias aéreas que costumam sobrevoar a área, desde ontem que tinham decidido evitar essa rota. Hoje nos radares não se viram aviões comerciais a passar na zona.

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