Abaixo-assinado alerta para horários mais adequados para os voos da EasyJet no Porto Santo

No seguimento da sua participação como orador no maior evento nacional da Ordem dos Economistas, a Conferência Anual do Turismo, realizado no passado dia 12 de novembro pela primeira vez em Porto Santo, Pedro Castro, diretor da ‘SkyExpert’, empresa de consultoria especializada em transporte aéreo, aeroportos e turismo, decidiu criar um abaixo-assinado com um intuito construtivo duplo: para apoiar o turismo de Inverno naquela ilha Arquipélago da Madeira e para aumentar as receitas da companhia aérea, que decidiu apostar na denominada ‘Ilha Dourada’.
Numa decisão inédita e de última hora, a companhia europeia de baixo custo EasyJet manteve dois voos semanais entre Lisboa e Porto Santo nos meses de inverno, sendo esta a única ligação aérea direta ao Continente Português (a cerca de 01h30 de voo).
A ilha, que depende do turismo como atividade económica principal em mais de 50%, é obrigada a fechar quase tudo durante o Inverno, com a respetiva perda de empregos.
“Este inverno, e graças aos voos da EasyJet, o cenário e a esperança são outros”, afirma Pedro Castro que testemunhou no local o potencial da ilha como destino para uma curta escapadela de inverno para os continentais.
“Claramente, este voo está feito para ser mais vendido no Continente porque a ilha conta com apenas cinco mil habitantes. Mas para os continentais, Porto Santo é um destino de Inverno entre muitos outros, incluindo a própria Madeira com mais de 15 voos por dia, Canárias com voos diários para três aeroportos ou até mesmo Agadir (Marrocos) e Cabo Verde. Não é um destino de negócios, é 99% de lazer e dificilmente será um destino para sete noites no Inverno. Por outro lado, os regressos alternativos via Madeira são caros ou demorados, pela via aérea e/ou marítima”, enquadra o gestor.
“O sucesso destes voos diretos e até o nível tarifário que os passageiros estão dispostos a pagar vai depender da adequação dos horários destas duas únicas frequências semanais, sob pena de se escolherem outros destinos alternativos. Um fim de semana prolongado sem perder muitos dias de férias é o esquema que mais sucesso trará para esta rota este inverno. O voo de quarta-feira à noite é adequado, embora na quinta-feira fosse o melhor dia; mas o regresso no domingo de manhã às 09h10 é a pior escolha: implica o gasto extra de mais uma noite de hotel sem se aproveitar nada do dia seguinte. Numa estadia de três noites, perder esse dia e aterrar em Lisboa às 10h30 é um desperdício”, conclui Pedro Castro.
No sentido contrário, o voo de domingo descola de Lisboa às 06h40. “Também não serve absolutamente ninguém. E para quem venha de fora da cidade ou o portossantense que se desloque ao continente não vai usar esse voo”, reforça o consultor.
As taxas de ocupação dos primeiros voos realizados, em particular o voo Lisboa-Porto Santo dos domingos estão na casa dos 20-30% e a disponibilidade de lugares a 15 euros para os próximos meses é muito elevada. Para Pedro Castro esta é “uma questão de planeamento feito num escritório algures em Londres sem ter em conta as potencialidades do mercado; é um mero posicionamento dum avião por relação ao preenchimento obrigatório dum slot, mas que, na verdade, não serve para nada. São emissões de carbono gastas ao desbarato em vez de servir para manter o destino aberto, o emprego e potenciar um destino nacional de excelência. Ser ‘verde’ não deveria ser apenas um objetivo publicitário da EasyJet para 2030 ou 2050, mas sim para agora, nestes exemplos imediatos e práticos de sustentabilidade e de circularidade económica no seu todo.”
Pedro Castro termina com um apelo: “o Inverno é longo, e ainda pode ser corrigido. Apelo ao bom senso do network management da EasyJet em Londres para que interaja com o seu diretor-geral em Portugal e reflita com ele e com os atores locais que têm mais de 1.500 quartos disponíveis a preços convidativos, a melhor forma de solucionar este problema”. Este apelo para reconsiderar o horário dos voos de domingo está concretizado mais precisamente no abaixo-assinado aberto a todos em https://www.change.org/portosantoeasyjet
“No final, esta mudança vai beneficiar todos, começando pela própria companhia aérea”, conclui Pedro Castro.

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