Açores pretende o triplo das verbas para rotas aéreas não liberalizadas

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O presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores reivindicou o reforço para “o triplo”, das verbas inscritas no Orçamento de Estado (OE) Português para 2023 destinadas às rotas aéreas não liberalizadas entre o continente e as ilhas.

“Tomámos conhecimento que o Estado assume a comparticipação do financiamento pelas obrigações de serviço público nas rotas não liberalizadas, mas que nos dececiona, porque apresenta um valor de três milhões e meio de euros, que é absolutamente insuficiente, considerado o histórico”, advertiu José Manuel Bolieiro, no final de uma reunião entre o Governo Regional e o Conselho de Ilha do Pico, na segunda-feira, dia 10 de outubro.

A proposta de OE, conhecida na segunda-feira, prevê a transferência para a companhia área SATA, de uma verba de 3,5 milhões de euros, destinada a “assegurar os serviços aéreos regulares, nas rotas não liberalizadas, entre o continente e a Região Autónoma dos Açores, e entre esta e a Região Autónoma da Madeira” (LINK notícia relacionada).

As ligações aéreas Lisboa-Santa Maria-Lisboa, Lisboa-Pico-Lisboa, Lisboa-Horta-Lisboa e Madeira-Ponta Delgada-Madeira são efetuadas, desde 2015, sem quaisquer comparticipações financeiras, e alegadamente com prejuízo.

O governante lembrou que estas ligações aéreas têm um custo aproximado de dez milhões de euros, ou seja, cerca do triplo do definido na proposta de OE 2023, entregue na Assembleia da República.

“Como se trata de uma proposta, obviamente que, reconhecendo o histórico, vamos alertar o Governo da República, bem como na discussão da proposta na Assembleia da República, para que este valor seja revisto”, insistiu José Manuel Bolieiro, adiantando esperar que o Governo da República, “cumpra a sua responsabilidade”, mas na “dimensão justa e adequada”.

Questionado sobre se o não reforço destas verbas poderá provocar a suspensão ou redução de algumas ligações aéreas nas rotas não liberalizadas, o presidente do Governo Regional dos Açores evitou fazer comentários, afirmando não querer pronunciar-se sobre hipotéticos cenários.

“Eu não quero agora enfatizar o não cumprimento de uma expectativa, eu quero antes enfatizar o sentido de responsabilidade do Estado em assumir este encargo e na dimensão adequada para o cumprimento da continuidade territorial e no cumprimento de uma obrigação de serviço público numa rota não liberalizada”, frisou.

O chefe do executivo açoriano disse também aguardar que, não só o Governo Regional, como o parlamento açoriano, assim como os deputados à Assembleia da República eleitos pelo círculo eleitoral dos Açores, reivindiquem o mesmo junto do Estado.

 

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