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Administrador de insolvência da Germania pretende reerguer a companhia

Rüdiger Wienberg, nomeado para administrador do processo de insolvência da companhia aérea alemã Germania, disse neste fim-de-semana que irá conversar imediatamente com eventuais interessados na aquisição da companhia aérea. Para já a estrutura da empresa não foi desmantelada, nem o seu pessoal foi despedido. Todos estão a postos, esperançados numa solução favorável, que permita a retoma dos voos. Para já há boas indicações e caminho aberto.

“O nosso principal objetivo é manter a companhia aérea operacional para que não percamos os slots de decolagem e pouso”, disse Wienberg. “Esse é o pré-requisito para uma solução que preservará as operações da Germania total ou parcialmente”, acrescentou.

Este tipo de solução requer a manutenção da estrutura operacional da companhia que entrou na semana passada em bancarrota, que é o mesmo que dizer manter ativas algumas aeronaves e serviços e equipas de manutenção. Para que isso aconteça, Rüdiger Wienberg está presentemente focado em negociações com a Autoridade Federal Alemã de Aviação (Luftfahrtbundesamt) e com as empresas de leasing proprietárias das 27 aeronaves da Germania, além de contactos com potenciais investidores que, afinal, parece existirem.

A par dessas negociações, a Agência Alemã de Emprego aprovou o pré-financiamento dos saldos pendentes de janeiro, o que significa que os cerca de 1.700 funcionários receberão os seus salários nos próximos dias.

Entretanto, e segundo a atual administração do processo de falência, a licença de operação da empresa de manutenção ‘Germania Technik Brandenburg GmbH’ está ativa, após negociações com a Autoridade Federal de Aviação. A empresa, com uma força de trabalho de 178 pessoas, tem a responsabilidade técnica da frota da Germania.

Os contratos de trabalho dos aproximadamente 1.700 funcionários das três empresas permanecerão em vigor e inalterados, dado que nenhum aviso de rescisão foi emitido.

Dependendo dos requisitos operacionais, os funcionários também continuarão trabalhando no futuro. Alguns tripulantes (cerca de 400 pilotos e 580 comissários de bordo no total) ainda estão ocupados com a deslocação dos aviões para aeroportos alemães, além de terem de levantar voo com as aeronaves em cada duas semanas, para evitar que as licenças de operação das aeronaves cessem, segundo um comunicado do administrador da insolvência.

A companhia aérea Germania entrou com pedido de insolvência na última segunda-feira (4 de fevereiro). O processo de insolvência preliminar inclui a ‘Germania Fluggesellschaft mbH’ (companhia aérea com 1.426 empregados), a ‘Germania Technik Brandenburg mbH’ (serviços d emanutenção técnica com 178 empregados) e a ‘Germania Flugdienste GmbH’ ( empresa de apoio e serviços com 74 empregados). A empresa suíça ‘Germania Flug AG’ e a ‘Bulgarian Eagle’ não estão a ser afetadas pela insolvência.

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