Aviação comercial da China regista perdas recorde no 1º semestre do ano

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As perdas da aviação comercial chinesa ascenderam a 108,9 mil milhões de yuans (cerca de 15,99 mil milhões de euros), no primeiro semestre do ano, superando o total das perdas sofridas em todo o ano de 2021.

“Devido ao impacto da pandemia da covid-19, a indústria caiu para um novo mínimo, no primeiro semestre do ano”, disse Song Zhiyong, diretor da Administração de Aviação Civil da China (CAAC, na sigla em inglês), citado pela imprensa local.

A República Popular da China, que mantém uma política de tolerância zero ao novo coronavírus, sofreu uma onda de surtos, entre março e junho, atribuídos à variante Ómicron, altamente contagiosa, que causou números recorde de infeções.

Os surtos levaram ao confinamento da cidade de Xangai e outras áreas no nordeste e sudeste do país, assim como à imposição de restrições na circulação interna de pessoas.

Durante esse período, o volume de voos caiu para 2.967 por dia, um valor que corresponde a cerca de 18% do volume registado no mesmo período de 2019, antes do início da pandemia.

A aviação civil chinesa transportou 118 milhões de passageiros no primeiro semestre de 2022, número que representa 36,7% do volume registado no mesmo período de 2019, segundo a CAAC.

Song Zhiyong lembrou que o setor obteve lucros, durante os 11 anos anteriores à pandemia. Em 2019, os lucros ascenderam a 54.900 milhões de yuans (cerca de 8,1 mil milhões de euros).

No entanto, desde o início da pandemia da covid-19, a indústria acumulou perdas no valor de “quase 300 mil milhões de yuan” (44,1 mil milhões de euros), disse Song.

O responsável lamentou ainda a “crescente pressão de custos”, devido em parte à “forte subida dos preços internacionais do petróleo”, tendência que prevê que se mantenha durante o resto do ano.

A República Popular da China autoriza também apenas um voo internacional por cidade e por companhia aérea, o que reduziu o número de ligações aéreas internacionais para o país em 98%, face ao período pré-pandemia.

Os voos para a China estão ainda sujeitos à política circuit breaker (‘interruptor’, em português), em que quando são detetados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por duas semanas. Caso haja dez ou mais casos, a ligação é suspensa por um mês.

Para reduzir o tráfego aéreo internacional, as autoridades chinesas suspenderam, em julho passado, a emissão de novos passaportes para a sua população, com exceções em casos de viagens de emergência, estudo ou trabalho.

 

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