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Avianca Brasil vai voar para a Macair e montar a Avianca Argentina

Germán Efromovich, acionista e presidente da holding ‘Sinergy Speed’, que controla as companhias Avianca Colombia e Avianca Brasil, confirmou que comprou a companhia aérea argentina Macair, propriedade da família do Presidente da República deste país, Mauricio Macri, que foi empossado no cargo no passado dia 10 de janeiro.

O presidente da ‘Sinergy Speed’, na qual está com seu irmão José Efromovich, disse em entrevista ao jornal colombiano ‘El Tiempo’, que se publica em Bogotá, que a Avianca Brasil é que vai operar a Macair e que, por isso vai voltar a ter aviões turboélices na sua frota. O processo está adiantado e Germán Efromovich revelou que até final do ano estarão a voar nas atuais e novas linhas da Macair 18 aviões turboélices, provavelmente ATR72-600, ligando entre si diversas cidades argentinas e dos países vizinhos na América do Sul. E adianta: a Avianca Brasil vai montar a Avianca Argentina

Na entrevista ao jornal colombiano o empresário, que é cidadão europeu por via de ser filho de polacos (seus pais eram judeus da Polónia que emigraram para a América do Sul) e tem também nacionalidade colombiana e brasileira, deu a entender que poderá estar próxima uma fusão entre todas as companhias aéreas que hoje integram o Grupo Sinergy, incluindo esta última adquirida na Argentina.

Entretanto, fontes dos mercados financeiros e relacionadas com a aviação comercial na Argentina, citadas em publicações nacionais da especialidade, veem com bons olhos a chegada de Efromovich ao país, onde as duas companhias aéreas de maior dimensão, a Aerolíneas Argentinas e a sua subsidiária Austral Líneas Aéreas, se encontram numa situação económica-financeira muito difícil.

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Na entrevista ao ‘El Tiempo’ e falando sobre essa hipótese, Germán Efromovich adianta que será a Avianca Brasil a montar a futura Avianca Argentina e que, depois, a Avianca Brasil se fundirá com a Avianca Colômbia e todas as companhias que se agregaram no universo dos irmãos Efromovich, incluindo a TACA, com forte presença em El Salvador e nas Honduras. E adianta que a auditoria já terminou, as avaliações também e que está tudo preparado para o acordo económico que antecederá a fusão.

Falando sobre a concorrência que terá na Argentina, Germán diz que sabe de antemão o que vai encontrar, pois além da Aerolíneas Argentinas, com aviões de nova geração Boeing 737, e da Austral, que no final de 2016 terá 26 aviões Embraer E190 praticamente novos, está ainda a LAN Argentina (Grupo LATAM Airlines) com 13 aviões Airbus A320. Contudo, considera que se trata de um país extenso, com mais de 42 milhões de habitantes, e com grandes potencialidades para o crescimento do turismo interno numa próxima e esperada fase de recuperação económica da Argentina. Além do mais a companhia irá servir de ‘feder’ do grupo para alimentar os voos da ‘Star Alliance’ para a Europa e para a América do Norte.

“A concorrência é boa e o que é necessário e mais importante neste momento é melhorar os aeroportos argentinos, muito carecidos de obras de recuperação e modernização”, observou o presidente da ‘Sinergy Speed’.

 

Na entrevista ao ‘El Tiempo’ o empresário anunciou ainda a aquisição neste ano de 2016 de mais 132 aviões novos. A nova Avianca, que será uma companhia de âmbito continental no futuro, terá até 2024 uma frota constituída por 250 aviões grandes, incluindo as novos modelos da Airbus A319neo, A320neo e A321neo, e 18 turboélices. Hoje a frota da Avianca Colômbia tem 162 aviões e a da Avianca Brasil tem 34, somando 196 aeronaves.

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