Aviões da TAP deixam de ser intervencionados no Brasil a partir do final de 2021

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O presidente do Conselho de Administração (CA) da TAP, Miguel Frasquilho, anunciou nesta terça-feira, dia 23 de fevereiro, que a manutenção de aeronaves da transportadora já não será feita no Brasil a partir do final deste ano, independentemente do que venha a acontecer à M&E Brasil.

“Estamos a ver que propostas aparecem, mas, independentemente do que possa acontecer à TAP M&E Brasil [Manutenção e Engenharia], o plano [de reestruturação] já não prevê a realização da atividade de manutenção de aeronaves da TAP no Brasil a partir do final deste ano”, avançou Miguel Frasquilho, que esteve a ser ouvido pela comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito dos requerimentos apresentados pelos partidos PSD e pela Iniciativa Liberal.

Assim, a partir daquela data, a manutenção dos aviões da TAP será feita em Portugal, esclareceu o presidente do CA.

O presidente da Comissão Executiva (CEO) da TAP, Ramiro Sequeira, afirmou esta manhã, no âmbito da mesma comissão parlamentar, que o plano de reestruturação prevê “opções sobre outras empresas” do grupo, incluindo a TAP Manutenção e Engenharia Brasil (M&E Brasil), alvo de um trabalho “muito profundo”.

“Também está previsto no plano – e está a ser trabalhado profundamente – opções sobre outras empresas do grupo, onde esta incluída a Cateringpor, a empresa de catering, e a M&E Brasil”, disse o responsável, ouvido na manhã desta terça-feira pela mesma comissão parlamentar.

“Estamos a fazer um trabalho muito sério, muito profundo e, como sabem, a M&E Brasil não é uma questão simples”, acrescentou Ramiro Sequeira.

Em dezembro, por ocasião da entrega do plano de reestruturação da transportadora aérea portuguesa à Comissão Europeia, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse que se pretendia vender a M&E Brasil, mas que o Governo ia aguardar por um momento mais favorável no mercado.

“Sabemos que a M&E Brasil não é uma empresa com a qual queiramos ficar”, garantiu Pedro Nuno Santos. “Não temos ganho, mas é um trabalho que se vai fazer. A ME Brasil é uma empresa para ser vendida”, acrescentou.

 

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