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China testou com sucesso aeronave que voa a poucos metros da água

A China testou na quinta-feira, dia 16 de Abril, um novo modelo de avião do tipo asa em efeito solo (WIG, na sigla em inglês) em Hainan, no Sul do país. Estiveram em evolução dois aparelhos modelo CYG-11que realizaram com sucesso o voo simultâneo nas águas de Guilinyang, em Haikou, capital da província, a única da China que é composta por um arquipélago.

O avião do tipo WIG, também conhecido como o navio voador, pode voar a uma altura de poucos metros sobre a superfície do mar. O CYG-11 pode transportar 12 pessoas ou 1,2 toneladas de carga, a uma velocidade de 200 km por hora. O avião tem um alcance de 1.500 quilómetros, consumindo 28 litros de combustível por cada 100 km.

Estimado entre 2,5 milhões e 3 milhões dólares cada um, o avião do tipo WIG pode ser utilizado nas áreas de defesa costeira, combate ao contrabando, supervisão de assuntos marítimos, construção de “autoestrada marítima” e turismo, refere um despacho da agência de notícias estatal da China.

China WIG ABR2015_01 700px

Sobre esta nova aeronave, reproduzimos em seguida uma matéria que foi publicada pelo site brasileiro ‘Inovação Tecnológica’ em Julho de 2007, e que foca a história deste novo veículo voador e a forma como estavam a seguir os trabalhos dos cientistas chineses que, na semana passada, concretizaram o seu projeto de, quase oito anos depois, fazer voar o aparelho nos moldes em que foi planeado, se bem que com mais alguns avanços tecnológicos, resultantes da própria dinâmica dos trabalhos em que estavam empenhados. Chamamos a atenção dos nossos leitores para as datas que estão desatualizadas, pois no decorrer do processo verificaram-se alguns atrasos.

 

 

«Chineses constroem avião que voa a meio metro de altitude

Cientistas chineses desenvolveram um avião do tipo asa em efeito solo (WIG: “wing-in-ground”) capaz de voar longas distâncias a apenas alguns poucos metros da superfície do mar.

 

Asa em efeito solo

Aviões do tipo WIG exploram um fenômeno conhecido como “efeito solo”, que ocorre quando um avião voa muito próximo ao chão. O precursor dos aviões com asa em efeito solo é o Ekranoplan, desenvolvido pela extinta União Soviética durante a guerra fria, que media 100 metros de comprimento e conseguia voar a 400 km/h carregando mais de 400 toneladas de carga.

A uma altura aproximadamente equivalente ao dobro da envergadura de asas, os vórtices existentes na parte posterior das asas, que normalmente causam arrasto, são destruídos. Isto permite que a aeronave viaje muito mais rapidamente através do ar. Graças ao aumento na sustentação, o consumo de combustível é também bastante reduzido.

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Rápido como avião, seguro como navio

A versão chinesa do WIG, cujo nome não foi divulgado, consegue voar a altitudes entre 0,5 e 5 metros da superfície do mar, alcançando velocidades de até 300 quilómetros por hora e levando 4 toneladas de carga.

“Ele é tão seguro quanto um navio, embora seja seis ou sete vezes mais rápido,” afirmou Xu Zhengyu, da equipe de pesquisadores que desenvolveu o avião na Universidade Tongji, em Shangai. “E ele consegue carregar muito mais peso do que os aviões normais, além de custar no máximo a metade e usar metade do combustível.”

O pesquisador afirmou que o cronograma da equipe é construir uma versão capaz de carregar 50 passageiros até 2013. Até 2017, intenção é ter 200 aviões WIG capazes de carregar entre 200 e 400 toneladas.»

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