Companhia aérea da Costa do Marfim abre nova rota para a Guiné-Bissau

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A Guiné-Bissau vai passar receber voos da Air Côte d’Ivoire, companhia de bandeira da Costa do Marfim, a partir do início de junho, anunciou nesta quinta-feira, dia 26 de maio, Aliu Soares Cassamá, diretor-geral da NAS Bissau, empresa que gere e presta serviços de handling no Aeroporto internacional Osvaldo Vieira, na capital guineense.

A Air Côte d’Ivoire vai passar a ligar Bissau e Abidjan, passando por Dacar, no Senegal, três vezes por semana, às terças, quintas e domingos, adiantou Aliu Soares Cassamá.

O diretor-geral da NAS Bissau considerou que a presença da companhia marfinense na Guiné-Bissau é uma “alavanca para a economia” de toda a sub-região africana, destacando a pujança da Costa do Marfim.

“É uma mais-valia para o país, porque ter um voo direto entre Bissau e Abidjan, é uma grande vantagem, toda a gente sabe que a Costa do Marfim detém 35% da economia da nossa sub-região”, frisou Soares Cassamá.

 

Bestfly Cabo Verde começa a voar para Bissau em julho deste ano

No próximo mês de julho, segundo Aliu Soares Cassamá, começa a voar para Bissau a companhia aérea privada Bestfly Cabo Verde, tendo sido já rubricado o contrato de assistência aeroportuária com a NAS Bissau.

Soares Cassamá observou que a operadora cabo-verdiana também irá ajudar a facilitar as trocas comerciais entre os dois países, nomeadamente pelo facto de os empresários não terem de viajar até Dacar quando querem chegar a Cabo Verde.

Atualmente, o único aeroporto internacional da Guiné-Bissau recebe regularmente os voos das companhias portuguesas TAP e EuroAtlantic, da panafricana Asky, da Air Senegal e da marroquina Royal Air Marroc (RAM).

 

Processo de certificação IATA do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira está em curso

A NAS (National Aviation Services) é de matriz árabe e foi criada em 2003 no Kuwait. Está presente em 56 países, entre os quais 17 africanos, incluindo Guiné-Bissau e Moçambique.

Em Bissau, a NAS ganhou a concessão no final de 2020. Agora aguarda uma auditoria da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), que está marcada para agosto próximo. “Se o aeroporto for certificado pela IATA, em duas componentes de avaliação, passará a poder receber aeronaves de qualquer companhia aérea e ainda aviões cargueiros”, notou Aliu Soares Cassamá, refere um despacho do delegado em Bissau da agência portuguesa de notícias ‘Lusa’.

Neste último aspeto, Soares Cassamá vaticinou ganhos para a economia, dando o exemplo de facilidade no escoamento do pescado fresco e castanha do caju, principal produto agrícola e de exportação do país.

“O peixe fresco poderá ser exportado no mesmo dia, a castanha de caju, que neste momento, em navios leva três a quatro meses para chegar à Índia, poderá ser exportada em algumas horas”, defendeu Cassamá.

 

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