Bem-vindo, !|Sair

Dívida às companhias aéreas paralisa Correios de Venezuela

Os Correios da Venezuela (Ipostel – Instituto Postal Telegráfico da Venezuela) confirmaram que têm a sua actividade suspensa desde a passada quinta-feira, dia 15 de Maio, devido à impossibilidade de expedirem e receberem correspondência de outros países, uma causa directa da enorme dívida do Governo Bolivariano às companhias aéreas estrangeiras.

Desde 2012 que as empresas de transporte aéreo que voam para a Venezuela estão impedidas de receber os capitais que lhes são devidos pela venda de bilhetes aéreos no território, uma questão que se arrasta consecutivamente desde essa data, sem que tenha sido apresentada uma solução exequível pelo Governo de Nicolás Maduro.

A IATA (Associação Internacional das Companhia Aéreas) e diversas associadas têm reclamado em vão e neste momento já duas companhias anunciaram a sua saída da rota – Air Canada e Alitalia – tendo outras renunciado à venda de bilhetes, caso da Lufthansa, e outras ainda diminuído drasticamente o número de voos que tinham para aquele país, concretamente a Avianca que tinha sete voos por dia de diversos países latino-americanos e que passou para dois.

As perspectivas são pouco optimistas e a tendência é para o isolamento aéreo internacional, não obstante as ameaças do Governo Bolivariano de que as companhias desistentes não voltarão a ter direitos de voo para aeroportos do país.

Entretanto, não se conhecem alterações na programação de voos de empresas de transporte de correio aéreo e de mercadorias expresso, nomeadamente as norte-americanas, que têm uma quota de mercado muito importante, nomeadamente no Aeroporto Internacional Simón Bolivar, em Maiquetia, Estado Vargas, principal infra-estrutura aeroportuária de Venezuela, a cerca de 40 quilómetros da cidade de Caracas.

Leave A Comment

Download de Notícias

Destaques

Temas

Área Geográfica