A venda das ações da Cabo Verde Airlines (ex-TACV) será feita em três blocos distintos: 51% para o parceiro estratégico, 39% para parceiros institucionais e 10% para trabalhadores da empresa e emigrantes de nacionalidade cabo-verdiana, revela nesta terça-feira, dia 31 de julho, a imprensa deste país lusófono.
O Governo da República de Cabo Vede, num comunicado distribuído na cidade da Praia, explica que a “Unidade de Acompanhamento do Sector Empresarial do Estado (UASE) já recebeu aproximadamente 20 manifestações de interesse espontâneas de empresários e empresas nacionais, mas também de investidores estrangeiros, alguns deles com grandes investimentos já realizados no país” para a entrada no capital da companhia aérea nacional que ficará responsáveis pelos voos para o exterior do arquipélago.
Quanto aos trabalhadores e emigrantes, conforme esclarece o governo, é-lhes reservado “um bloco de 10% das ações, podendo beneficiar de um desconto de 15% do preço por ação. Esse direito de aquisição conferido aos trabalhadores e emigrantes deve ser exercido no prazo máximo de 30 (trinta) e 60 (sessenta) dias, respectivamente, a contar da data de início da operação de venda das ações, sob pena de caducidade desse direito. Caso não tenham interesse, após o prazo acima mencionado, as ações sobrantes poderão ser vendidas pelo Estado aos investidores ou ao parceiro estratégico, nos termos no DL” que regulamenta o processo de privatização.
Já o parceiro estratégico, como é sabido, tem direito a 51% do capital da empresa. Uma percentagem que será vendida diretamente a “uma sociedade comercial com experiência relevante no transporte aéreo internacional de passageiros, conjugado com a experiência técnica e de gestão no sector da aviação, idoneidade e capacidade financeira, de acordo com os objectivos estratégicos fixados no processo de privatização dos TACV, S. A.”