Greve no Grupo Lufthansa cancela 899 voos – 134.000 passageiros em terra

A greve do pessoal de terra da Lufthansa, decretada para esta quarta-feira, dia 27 de julho, pelo sindicato ‘Ver.di’, deverá ter um impacto gigantesco na operação das companhias aéreas do grupo europeu de aviação comercial, nomeadamente nos aeroportos de Frankfurt e de Munique, os principais na operação da principal companhia do grupo, a própria Lufthansa, de bandeira alemã.

O Grupo Lufthansa distribuiu um comunicado nesta terça-feira, dia 26, em que alude ao “impacto operacional maciço no meio da época de pico das viagens”. Serão afetados 134.000 passageiros.

A Lufthansa terá de cancelar quase todo o programa de voos nos seus hubs em Frankfurt e Munique para quarta-feira. Estima-se que sejam cancelados um total de 899 voos, correspondentes a 78% de toda a operação planeada para esta quarta-feira. Cancelamentos que já tiveram reflexo nesta terça-feira, dia 26, já que alguns voos não puderam ser despachados como programado.

No próximo fim-de-semana ocorre o início da temporada de férias escolares nos estados da Baviera e Baden-Württemberg. A Lufthansa diz que está a trabalhar a todo o vapor para que as operações de voo regressem ao normal o mais rapidamente possível. No entanto, os efeitos da greve podem ainda levar a cancelamentos de voos ou a atrasos na quinta e sexta-feiras, devido a escalonamento de aeronaves ou de tripulações.

Em Frankfurt, um total de 678 voos terão de ser cancelados, incluindo 32 já nesta terça-feira, e 646 na quarta-feira. Espera-se que isto afete 92.000 passageiros.

No hub de Munique, um total de 345 voos terá de ser cancelado, 15 dos quais nesta terça-feira e 330 na quarta-feira. Espera-se que 42.000 passageiros sejam afetados.

Os passageiros afetados por cancelamentos serão informados imediatamente, se possível, poderão fazer as suas remarcações em voos alternativos. No entanto, as capacidades disponíveis para tal são muito limitadas.

Michael Niggemann, director de Recursos Humanos e Deutsche Lufthansa AG, afirma, em comunicado, que “a escalada precoce de uma ronda de negociações coletivas anteriormente construtiva está a causar enormes danos. Afeta em particular os nossos passageiros, durante a época alta das viagens. E está a colocar uma forte pressão adicional sobre os nossos empregados numa fase já difícil para o tráfego aéreo. Tendo em conta a nossa elevada oferta com aumentos salariais muito substanciais ao longo dos próximos 12 meses de mais de 10% nos grupos salariais até 3.000 euros mensais de remuneração básica e um aumento de 6% para uma remuneração básica mensal de 6.500 euros, esta greve está a meio da época de pico das viagens de Verão e já não é simplesmente proporcional”.

 

O comunicado da Lufthansa explica:

“Entre outras coisas, o grupo apresentou um pacote com os seguintes componentes. A partir de 1 de Julho de 2022, com um prazo de 18 meses:

– Um aumento na remuneração de base de 150 euros por mês a partir de 1 de julho de 2022,

– Um novo aumento de salário base de 100 euros por mês a partir de 1 de janeiro de 2023,

– Mais um aumento de dois por cento na compensação a partir de 1 de julho de 2023, desde que os ganhos do Grupo sejam positivos (assumidos em cada caso para os cálculos),

– Compromisso adicional: um aumento do salário mínimo para 13 euros por hora com efeito a partir de 1 de outubro de 2022.

Exemplo de aumentos na compensação base mensal (bruta) dentro dos próximos 12 meses de acordo com a oferta da Lufthansa:

– Remuneração de base/mês: 2.000 EUR / Aumento por mês: 295 EUR (+14,8%)

– Remuneração de base/mês: 2,500 EUR / Aumento por mês: 305 EUR (+12,2%)

– Remuneração de base/mês: 3.000 EUR / Aumento por mês: 315 EUR (+10,5%)

– Remuneração de base/mês: 4.000 EUR / Aumento por mês: 335 EUR (+8,4%)

– Remuneração de base/mês: 5.000 EUR / Aumento por mês: 355 EUR (+ 7,1%)

– Remuneração de base/mês: 6,500 EUR / Aumento por mês: 385 EUR (+ 5,9%)”

 

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