Magellan Orbital vai operar satélites em Portugal e tem sede em Ponte de Sor

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Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado Adjunto e da Defesa, abriu nesta quinta-feira, dia 22 de outubro, o segundo dia do Portugal Air Summit (PAS 2020), em que o destaque foi para a relevância do projeto ‘Magallan Orbital’, do qual o Estado Português será também acionista, com a IdD – Portugal Defense, ao lado do CEiiA, da Efacec, Omnidea e Tekever. A sede será em Ponte de Sor, que soma um novo projeto de tecnologia avançada para o concelho. A nova empresa “terá também acesso” às instalações dos seus fundadores em Matosinhos, Évora, Almada e Arruda dos Vinhos.

 

A Magellan Orbital tem como missão a integração e operação de satélites, bem como constelações de satélites. Irá internalizar um vasto conjunto de competências, sobretudo nas diversas vertentes de engenharia necessárias para desenvolver, produzir e operar veículos espaciais. Por outro lado, irá trabalhar em estreita colaboração com a indústria e a academia, nomeadamente para utilizar e potenciar tecnologias, produtos e serviços oferecidos pelo tecido empresarial português, incorporando-os nos produtos e serviços que oferecerá no mercado internacional.

Trata-se de um investimento inicial na ordem dos 30 milhões de euros, mas pretende-se que o crescimento da empresa Magellan Orbital seja acelerado com investimento adicional, quer dos parceiros, como dos fundos comunitários, ou ainda através do mercado de capitais. Tem, desde logo, um objetivo de crescimento internacional uma vez que irá concentrar esforços imediatos na criação de uma infraestrutura que possa servir todos os países e entidades com interesses no Atlântico. Será um potencial instrumento para que Portugal e os restantes países atlânticos possam exercer a sua soberania e assegurar as suas responsabilidades, de forma eficaz e eficiente, sobre no espaço Atlântico.

Fonte da empresa Tekever, especializada na produção de drones e uma das entidades fundadoras da Magellan Orbital, explicou à agência de notícias ‘Lusa’ que “não está definido” o volume total de investimento, sublinhando que os parceiros partem para este desafio com um conjunto de projetos na área tecnológica, que envolvem mais de 30 milhões de euros.

A informação criada pela Magellan Orbital será colocada ao serviço de setores como a logística, o turismo, as energias renováveis, a aquacultura, a investigação científica e meteorológica, as agências públicas de segurança e defesa, ambiente e a salvaguarda da vida e dos recursos marítimos, sem descurar o uso deste recurso por parte das Forças Armadas e do dispositivo de Defesa Nacional.

A Magellan Orbital pretende trabalhar em “estreita colaboração” com a indústria e a academia, nomeadamente para “utilizar e potenciar” tecnologias, produtos e serviços oferecidos pelo tecido empresarial português, incorporando-os nos produtos e serviços que oferecerá no mercado internacional.

“Queremos atrair para a Magellan Orbital pessoas que partilhem a nossa visão de que é possível criar, a partir de Portugal, um prime mundial na área do `new space´”, explicou a fonte da empresa Tekever.

“Queremos que a Magellan seja a primeira opção de todos os estudantes de aeroespacial, e que seja o motivo pelo qual muitos dos nossos brilhantes engenheiros, que hoje trabalham fora de Portugal, voltem e fiquem”, acrescentou.

O projeto conta com um investimento superior a 30 milhões de euros, mas os parceiros pretendem “acelerar” o crescimento da empresa com investimento, quer dos próprios parceiros, quer ao nível dos fundos comunitários, quer ao nível do mercado de capitais.

De acordo com a mesma fonte, o “primeiro grande desafio” da empresa será a montagem de uma “sólida” rede de parceiros industriais, académicos e institucionais, nacionais e internacionais, na qual a empresa espera apoiar para levar a cabo a sua missão.

“Ao nível tecnológico, teremos de conseguir montar uma cadeia de valor eficiente e de elevada qualidade para todos os subsistemas e componentes, por forma podermos competir ao mais alto nível internacional, com preços competitivos”, sublinha.

A fonte da Tekever fez ainda questão de acrescentar que este projeto não se trata de um começo, mas sim “mais um passo” numa estratégia que os seus fundadores estão a levar a cabo “há já mais de cinco anos”, no âmbito da qual deram já “largas provas” a nível individual.

“O grande desafio de médio prazo, será conseguir ter a capacidade de operar eficientemente, e tirar o máximo partido para os nossos clientes, de uma infraestrutura espacial. É um tipo de conhecimento novo, que será absolutamente diferenciador, e para o qual já estamos a trabalhar”, acrescentou a mesma fonte.

Numa nota enviada à Lusa, a Tekever explica ainda que este projeto surge de uma “forte articulação” com a Portugal Space, o Air Centre, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Ministério da Defesa Nacional.

 

Segundo dia de trabalhos no ‘Portugal Air Summit’ debateu o futuro das profissões na aviação e a situação criada pela pandemia

Destaque para alguns temas de relevo abordados na cimeira durante esta quinta-feira, dia 22 de outubro, nomeadamente o futuro das profissões da aviação ou o financiamento público da investigação e desenvolvimento nos setores da aviação, espaço e defesa, com a participação Eduardo Maldonado, presidente da Agência Nacional para a Inovação, Joaquim Fialho, Diretor de Serviços de Desenvolvimento Regional da CCDR, Nuno Rodrigues da Fundação para a Ciência e Tecnologia e Rogério Colaço, presidente do Instituto Superior Técnico.

O painel da tarde foi dedicado à pandemia de covid-19 e a reflexão sobre como afetará o setor da aviação a gestão da pandemia, com médicos e virologistas convidados, como Sofia Carlos, diretora na UCS-Cuidados Integrados de Saúde, SA (Grupo TAP), Pedro Simas, José Germano de Sousa e Manuel Pedro Magalhães da Cruz Vermelha Portuguesa.

Nesta sexta-feira, último de trabalhos do PAS 2020 contará com a abertura por parte do ministro do Planeamento, Nelson de Souza e será, entre outros temas, dedicado à atratividade de Portugal como um hub tecnológico com um painel de discussão em torno da internacionalização. Uma oportunidade ainda para serem abordados temas jurídicos e de regulação em torno da aviação e para uma conversa sobre a utilização do hidrogénio no setor. O encerramento da quarta edição da cimeira caberá ao eurodeputado Pedro Marques.

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